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27 de Maio de 2016

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Bombeiros, policiais militares e
civis decretam greve no Rio

Manifestantes dizem que ficarão por tempo indeterminado em quartéis e batalhões

Bruno Rousso, do R7 | 09/02/2012 às 23h25 | Atualizado em: 10/02/2012 às 00h33

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Bombeiros, policiais militares e civis do Rio de Janeiro decretaram greve por volta das 23h20 desta quinta-feira (10). No horário, mais de 2.000 manifestantes se concentravam na Cinelândia, centro da capital. O anúncio de paralisação acontece no dia em que a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) aprovou reajuste de 38,81% até 2013 para as categorias - percentual considerado insatisfatório. Sem votação, um líder do movimento anunciou no microfone, durante a manifestação na Cinelândia:

- A partir deste momento, policiais civis, policiais militares e bombeiros estão oficialmente em greve.

Bombeiros e PMs dizem que passarão noite em batalhões e quartéis

Comando da PM nega paralisação da corporação

Policiais e bombeiros do Rio dão ultimato e cantam: “Ôôô, o Carnaval parou” 

Fotos: veja em imagens como foi a manifestação na Cinelândia

Após a decretação da greve, seguiu-se intensa queima de fogos. Antes de anunciar a paralisação, líderes do movimento grevista se reuniram por 15 minutos. O porta-voz da greve será o cabo Welington Machado, do 22º Batalhão de Polícia Militar (Maré).

Ainda na madrugada desta sexta, PMs e bombeiros dizem que sairão da Cinelândia para passar a noite em batalhões e quartéis, juntamente com suas famílias. A previsão é de permanência nesses locais por tempo indeterminado.

- Agora é com Exército e com a Força Nacional, já estamos em greve.

Bombeiros, PMs e policiais civis dizem que continuarão atuando em casos emergenciais. No caso dos policiais civis, 30% do efetivo permanecerá em atividade. As investigações devem ser congeladas, mas ocorrências consideradas graves serão atendidas.

PM nega paralisação

Após o anúncio da greve, o comandante geral da Polícia Militar, Erir Ribeiro Costa Filho, negou paralisação na corporação. Segundo ele, todos os policiais compareceram à troca de plantão, às 20h. Ele também negou que o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) esteja aquartelado ou resistindo a cumprir ordens do comando da PM.

Segundo a Cúpula da Segurança do Estado, não há condição de greve nas UPPs e batalhões de elite, como Bope e Choque. O Estatuto Militar não dá direito de greve a policiais.

A Cúpula da Segurança avalia que o peso maior do movimento é desempenhado por bombeirosque querem a libertação de seu líder Benevenuto Daciolo, preso na quarta-feira (8), após a divulgação de escutas telefônicas.

Emergência: 14 mil homens do Exército

O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, procurou tranquilizar a população e afastou o risco de o Carnaval carioca ser prejudicado em razão da ameaça de greve da corporação. Segundo Simões, um plano emergencial foi montado em reunião na manhã desta quinta-feira (9) no Comando Militar do Leste. Participaram do encontro representantes das polícias Militar e Civil e o general Adriano, comandante militar do leste.

- O Carnaval está 100% mantido. Atuaremos no sambódromo e em toda a região em torno dele normalmente. Também atenderemos qualquer ocorrência no Estado.

O comandante explicou que, a partir desta quinta, ações administrativas da corporação estão suspensas. Com isso, os cerca de 2.000 bombeiros que exercem funções internas estarão de prontidão para atender a população.

- Durante esse período [da possível greve], vamos cancelar o administrativo. Todos estarão prontos para servir a população. Além disso, cerca de 700 oficiais e praças que estão inativos em função de cursos de especialização serão convocados.

Cerca de 300 homens da Força Nacional de Segurança poderão ser convocados, caso necessário, para auxiliar os bombeiros do Estado. Simões explicou ainda que 14 mil homens do Exército poderão ajudar a PM.

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