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27 de Maio de 2012

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Bombeiros presos responderão por
motim, danos e impedimento de socorro

Eles serão transferidos da Corregedoria da PM para unidades do Corpo de Bombeiros

Do R7 | 04/06/2011 às 20h06

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A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou às 19h45 deste sábado (4) que os bombeiros presos após manifestação no centro do Rio de Janeiro, que começou na sexta-feira (3), serão autuados em quatro artigos do Código Penal Militar: motim, dano em viatura, dano às instalações e por impedir e dificultar a saída para socorro e salvamento. A pena para estes crimes variam de dois a dez anos de prisão. 

Veja imagens da invasão do Bope ao Quartel Central dos bombeiros

Veja galeria de fotos

Vídeos: Veja a cobertura completa sobre o protesto dos bombeiros no Rio de Janeiro

Mural: dê a sua opinião sobre a manifestação dos bombeiros

De acordo com a instituição, eles serão encaminhados para as unidades militares do Corpo de Bombeiros no Rio e em Niterói. 

Ainda segundo a nota divulgada pela corporação, enquanto esperavam a transferência, os manifestantes receberam alimentação e permaneceram dentro das instalações da Corregedoria da PM, em São Gonçalo, na região metropolitana.

De acordo com a PM, todos estavam sendo ouvidos no início da noite e recebiam assistência da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela Comissão de Direitos Humanos da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Invasão da PM 

Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram na manhã deste sábado o Quartel Central do Corpo de Bombeiros. Os mais de 2.000 bombeiros ocupavam o lugar em uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho desde a noite de sexta-feira (3).

Os homens do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para entrar no quartel. Crianças e mulheres tiveram intoxicação e ferimentos leves. Todos foram atendidos no posto no interior do quartel. 

Os manifestantes presos deixaram o quartel em ônibus da Polícia Militar. Inicialmente, eles foram levados para a sede do Batalhão de Choque da PM, no centro do Rio. Depois, os bombeiros foram encaminhados para a Corregedoria da PM, em Neves, São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

A manifestação dos bombeiros começou na tarde desta sexta-feira em frente a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e passou pelas principais ruas do centro do Rio. Mulheres e crianças acompanharam o protesto, que chegou ao quartel central por volta das 20h.

Os bombeiros reivindicam piso salarial líquido de R$ 2 mil e vale-transporte. Os manifestantes informaram que só vão deixar o quartel depois de um acordo com o governador Sérgio Cabral.

Manifestações em maio

Os bombeiros realizaram durante o mês de maio uma série de manifestações e chegaram a entrar em greve. Com prisão decretada por serem considerados líderes das manifestações, o major Luís Sérgio, o capitão Alexandre Marchesini, o sargento Valdelei Duarte e o cabo Benevenuto se entregaram no QG (Quartel Central) da corporação, no centro do Rio, no dia 17 de maio. De acordo com Valdelei, todos foram soltos três dias depois.

Em entrevista no dia 12 de maio, o governador Sérgio Cabral não se mostrou preocupado com as reivindicações dos bombeiros. Segundo Cabral, o movimento não afetaria o Estado e teria sido incitado e até mesmo financiado por políticos de oposição.

No último dia 25 de maio, os manifestantes se reuniram com o secretário de Planejamento do Estado, Sérgio Ruy. O encontro, porém, não resultou em novidades. A decisão do governo foi mantida e nenhum aumento à classe foi prometido fora do que já estava planejado.

Assista ao vídeo:


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