Três dos 17 feridos estão em estado gravíssimo; mortos são enterrados hoje
Do R7 | 14/10/2011 às 06h56 | Atualizado em: 14/10/2011 às 09h40Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Prefeitura do Rio de Janeiro trabalham desde o início da manhã desta sexta-feira (14) para a retirada dos escombros do prédio que explodiu na manhã de quinta-feira (13) na praça Tirantes, no centro da cidade.
Sobrevivi por um milagre, diz funcionário
O edifício da rua Visconde de Rio Branco está interditado preventivamente para avaliação técnica mais detalhada dos engenheiros da Defesa Civil. A construção está sendo escorada para que não haja risco de desabamento.
Márcio Motta, subsecretário da Defesa Civil Municipal, disse que o órgão vai permanecer na região para garantir a segurança das pessoas.
- Os trabalhos de remoção de entulhos recomeçam e as pessoas vão continuar entrando no prédio rapidamente para pegar seus pertences. O prédio continua interditado. O hotel está liberado e apenas a parte que fica ao lado do prédio está interditada.
O Centro de Operações monitora a região através de câmeras instaladas no entorno. Agentes da CET-Rio e Guarda Municipal orientam o trânsito e os motoristas no local.
As linhas de ônibus que passam nas vias interditadas estão sendo desviadas. As interdições das ruas seguem até o final do trabalho das equipes.
A Defesa Civil pede que as pessoas evitem a região para não dificultar a operação das equipes envolvidas.
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, em parceria com o Hemorio, pede à população que doe sangue para manter abastecidos os estoques das unidades de saúde, especialmente aquelas que estão prestando atendimento às vítimas da explosão.
Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 60 anos, pesar mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde. As doações podem ser feitas diretamente no Hemorio que fica na rua Frei Caneca 8 - centro. Mais informações no Disque-Sangue: 0800-282-0708.
Limpeza Comlurb
A Comlurb informou que até a manhã desta sexta foram removidos 14,5 t de escombros do prédio que explodiu. A empresa está fazendo uma limpeza prévia do trecho da praça Tiradentes, em frente ao prédio onde houve a explosão, para desobstruir a passagem na via pública.
Quinze garis atuam removendo os resíduos do prédio. São utilizados dois caminhões basculantes, uma varredeira mecânica, uma pá mecânica, duas kombis lava-jatos e um carro pipa.
Causa da explosão
A principal hipótese é que a explosão tenha sido causada por um vazamento de um botijão de gás usado pelo restaurante. Funcionários disseram ter sentido forte cheiro de gás ao chegarem para trabalhar por volta das 7h.
Marido de Daniele, uma das vítimas que corre risco de morrer, o vigilante Edivaldo da Silva, de 30 anos, disse que recebeu uma ligação da mulher pouco antes do acidente. Segundo ela, funcionários sentiram um forte cheiro de gás. Informações preliminares dão conta de que o restaurante usava cilindros de GLP (gás liquefeito de petróleo).
Os bombeiros estão em busca desses equipamentos, segundo o secretário de Defesa Civil do Rio, coronel Sérgio Simões. Além disso, foram achados no local três botijões de gás de 13 kg cada um.
Simões diz que o uso de cilindro de GLP é proibido no local, conforme normas de segurança contra incêndio.
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