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20 de Abril de 2014

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Caso juíza: antes de ser preso, ex-comandante foi
13 vezes a presídio e deu R$ 60 mil a PM suspeito

Oficial é o pivô da queda do comandante-geral da PM; corporação investiga denúncia

Bruno Rousso, do R7 | 29/09/2011 às 12h43
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Apontado como mandante do assassinato de Patrícia Acioli, em 11 de agosto, o ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, teria visitado 13 vezes no BEP (Batalhão Especial Prisional) o tenente Daniel Santos Benitez, suspeito de ser o executor do crime. De acordo com o primo da juíza Humberto Lourival, funcionários do BEP informaram que Cláudio levou R$ 60 mil em espécie ao tenente, que era seu homem de confiança. O dinheiro seria para pagar um advogado e auxiliar a esposa e uma suposta amante de Benitez, que estão grávidas.

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Segundo o depoimento de um cabo da PM, que estava preso junto com Benitez, a primeira visita de Cláudio ocorreu dia 14 de agosto, quando o tenente-coronel teria prometido providenciar um advogado.

Durante as visitas, Cláudio ainda teria pedido para que suas passagens pelo BEP não fossem registradas. Os encontros entre os dois cessaram em 19 de setembro, quando Benitez foi transferido para o complexo penitenciário de Bangu, onde permanece preso.

A reportagem do R7 tentou contato por telefone com o advogado de Claudio Luiz de Oliveira, mas ele não atendeu as ligações.

Na terça-feira, o titular da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, afirmou que Cláudio Luiz de Oliveira mandou matar a magistrada porque ela o investigava por envolvimento em mortes de grupo de extermínio e corrupção em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O tenente-coronel foi preso após o depoimento de um cabo da PM, que está detido por causa da morte da juíza, apontá-lo como um dos participantes no assassinato. Em depoimento na 3ª Vara Criminal de Niterói, ele disse que o ex-comandante do 7º BPM teria encomendado o crime ao tenente Daniel Santos Benitez.

Após quase 50 dias de investigação que envolve Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, a Justiça decretou na noite de segunda-feira (26) a prisão de outros seis PMs, além do tenente-coronel. Ao todo, dez policiais estão presos pela morte de Patrícia.

Tenente-coronel e Patrícia brigavam pelo telefone

Desde a morte de Patrícia Acioli, a família da juíza desconfia que Cláudio tenha sido o mandante do crime. De acordo com Humberto Lourival, o policial e Patrícia tinham constantes discussões por telefone.
 
Lourival disse que os problemas com Oliveira incomodavam tanto a juíza que ela comentava sobre isso em reuniões familiares.

- Sempre suspeitamos, porque o coronel Cláudio tinha desavenças com a Patrícia. Eles discutiam muito pelo telefone. Minha prima relatou várias vezes que ele protegia policiais bandidos.

Comandante-Geral da PM pediu exoneração do cargo

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, foi exonerado do cargo, segundo nota divulgada pela Secretaria de Estado e Segurança na noite de quarta-feira (28). A saída, solicitada pelo próprio coronel, foi aceita pelo secretário de segurança pública José Mariano Beltrame.

O secretário lamentou a saída de Duarte do posto, mas julgou procedente o pedido feito pelo coronel, que reconheceu o desgaste causado pela suspeita de envolvimento de um oficial da corporação no caso da morte da juíza Patrícia Acioli e pediu para sair voluntariamente. O tenente-coronel Cláudio Oliveira foi preso na última terça-feira (27), apontado por um dos suspeitos de assassinar a magistrada como mentor do crime.

 


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