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31 de Outubro de 2014

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Caso Patrícia Acioli: promotor acredita na condenação de todos os réus

Segundo Leandro Navega, a expectativa é que a pena máxima seja aplicada

Felipe Oliveira, do R7 | 29/01/2013 às 09h05 | Atualizado em: 29/01/2013 às 09h30
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Começou por volta das 8h35 desta terça-feira (29), na 3ª Vara Criminal de Niterói, na região metropolitana do Rio, o  julgamento de três, dos onze homens, acusados pela morte da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011. Junior Cezar de Medeiros, Jefferson de Araújo Miranda e Jovanis Falcão Junior respondem por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, mediante emboscada e com o objetivo de assegurar a impunidade do arsenal de crimes) e formação de quadrilha armada.

De acordo com o promotor Leandro Navega, a expectativa é que todos os acusados sejam condenados a penas de aproximadamente 25 anos.

- A expectativa é que a pena gire em torno de 25 anos, entre quatro e seis pela questão de quadrilha armada e o restante pelo homicídio. Além disso, vamos oferecer o benefício da delação premiada para o Jefferson. A função dele era tomar conta da juíza. E nas duas tentativas anteriores, uma ela não foi e na outra ele dormiu. Já o Falcão era o braço financeiro da equipe. Ele chegou a ir a São Gonçalo, mas não conseguiu encontrar com os outros.            

Ainda segundo o promotor 19 testemunhas serão ouvidas. Sendo oito de acusação e 11 de defesa.

Outros sete réus ainda aguardam julgamento de recurso, segundo o Tribunal de Justiça. Todos os envolvidos são ex-policiais. Em 4 de dezembro do ano passado,  Sérgio da Costa Júnior, o primeiro a ser julgado, , foi condenado a 21 anos de prisão pelos mesmos crimes. Ele confessou participação no assassinato da juíza, que foi morta com 21 tiros quando voltava para casa no bairro de Piratininga, em Niterói, região metropolitana do Rio.

Os sete acusados aguardam o julgamento de recurso contra sentença de pronúncia, que definirá se deverão ser submetidos ao júri popular ou se responderão pelo crime em uma vara criminal comum.

O crime aconteceu após a juíza decretar a prisão de Costa Júnior e outros integrantes do GAT (Grupo de Ações Táticas), por ter encontrado indícios de execução em um auto de resistência - quando há morte em confronto e o policial alega legítima defesa - que resultou na morte de Diego Beline, em junho de 2011, no morro do Salgueiro, em São Gonçalo.

De acordo com denúncia do Ministério Público, o assassinato de Patrícia Acioli seria uma represália às investigações feitas pela juíza contra esses PMs.

O crime, segundo o MP, teria sido articulado pelo tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), e pelo tenente Daniel Santos Benitez Lopez. Os dois oficiais foram transferidos em dezembro de 2011 para o presídio federal de Campo Grande (MS).

Também foram denunciados os policiais militares Charles Azevedo Tavares, Alex Ribeiro Pereira, Carlos Adílio Maciel Santos, Sammy dos Santos Quintanilha e Handerson Lents Henriques da Silva.

Assista ao vídeo:


 
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