Buscas por criminosos continuam neste domingo na comunidade Vai Quem Quer
Do R7 | 27/01/2013 às 02h00Dois dias após a chacina que matou seis pessoas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, os investigadores apuram indícios de que parte das vítimas tinha envolvimento com um grande esquema de corrupção policial na cidade.
Em dezembro de 2012, em uma operação batizada de Purificação, 63 PMs, todos lotados no Batalhão de Duque de Caxias, foram capturados suspeitos de receber propina do tráfico de drogas na região. A polícia agora tenta confirmar se as vítimas da chacina têm histórico de relacionamento com os agentes presos.
Segundo testemunhas, entre os seis mortos no atentado, dois foram atingidos por balas perdidas: Moisés Dias Romão, de 51 anos, e Bruno Leonardo Salazar Faustino, de 17.
As outras vítimas foram William Moreira da Silva, de 30 anos, Jurandir Alves de Souza, de 33, Eduardo Farias de Moraes, de 19 anos, e Sidnei Gall Ribeiro, de 32.
Durante todo o sábado (24), policiais militares reforçaram o patrulhamento na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, para buscar os possíveis responsáveis pela chacina. Os investigadores apuram se os crimes foram motivados por disputa de poder na região.
O titular da Delegacia de Campos Elíseos (60ª DP), Marcelo Ambrósio, também não descarta a hipóteses de acerto de contas entre bandidos e a atuação de grupo de extermínio da região.
— Primeiramente, vamos analisar o perfil das vítimas. Não podemos dizer que todas eram alvos dos criminosos. Testemunhas também serão ouvidas. Só podemos concluir alguma suspeita durante o curso das investigações.
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