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27 de Maio de 2016

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Chove na região serrana em uma
noite o equivalente a 20 dias

Massas de ar do litoral com ventos úmidos de Minas Gerais causaram forte precipitação

Sérgio Vieira, do R7 | 12/01/2011 às 18h20
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Apesar de toda a preocupação que ronda, Marlene Leal, meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), afirma que a intensidade da chuva nesta noite na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, vai ser bem menor que a registrada na noite de ontem. Segundo ela, em apenas uma noite choveu o equivalente a 20 dias.

Ela exemplificou que, em média, a região serrana tem índice pluviométrico de 290 milímetros de chuva por mês, mas que em apenas uma noite Nova Friburgo teve precipitação de 182 milímetros, Teresópolis 124 milímetros, e revelou que em Petrópolis não há estação que consiga apontar com precisão a quantidade de chuva que caiu sobre a cidade.

Segundo a instituição, a causa da grande precipitação foi o excessivo calor e a expectativa para a noite desta quarta-feira (12) é que a umidade do ar aumente até o início da noite, com previsão de chuvas rápidas em pontos isolados do Estado, as conhecidas chuvas de verão. 

Marlene explicou que há apenas uma estação automática no Pico do Couto, em Petrópolis, onde fica o radar da Aeronáutica, mas que não é representativo para a cidade, por que fica entre 800 e 900 metros acima da região plana (que já se encontra no alto da serra).

A meteorologista afirmou, ainda, que a região serrana é uma área que normalmente já apresenta alto índice de chuvas durante os meses de verão (dezembro a março). A previsão para o Rio de Janeiro é de instabilidade e de chuvas fortes nas regiões de divisa com Minas Gerais, médio Paraíba e região litorânea. Destaque para a região serrana, que sofre com deslizamentos de terras e desabamentos, e pode ser atingida esta noite por fortes chuvas. 

Marlene explica, por fim, que houve uma convergência entre as massas de ar que chegavam da região litorânea do Estado do Rio de Janeiro com os ventos de Goiás e Minas Gerais, que transportavam umidade e se chocaram com a frente fria do oceano, o que trouxe instabilidade e resultou em forte precipitação na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, na divisa de Minas Gerais, e nas cidades da região serrana.


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