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23 de Outubro de 2014

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Chuvas: mais de 2.600 moradores vivem em áreas de alto risco em Duque de Caxias

Mapeamento mostra que há 98 pontos de deslizamentos no município da baixada

Carlyle Jr., do R7 | 08/01/2013 às 00h25

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O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde uma enxurrada matou duas pessoas e deixou outras centenas desalojadas e desabrigadas no distrito de Xerém nos primeiros dias do ano, também corre o risco de ter suas encostas levadas pela fúria das águas no verão. Um estudo do Serviço Geológico do Rio, do DRM (Departamento de Recursos Minerais), revela que 2.680 moradores estão expostos a deslizamentos de terra na cidade.

O mapeamento mostra que há 98 pontos de risco no município, que ainda não conta com sirenes de alerta, como na região serrana e na capital. O cenário é bem parecido em grande parte das 13 cidades da Baixada Fluminense. Em São João de Meriti, quase 1.900 pessoas vivem próximas a 82 áreas com risco de deslizamento.

O estudo também aponta que as enxurradas podem levar abaixo encostas de 67 dos 92 municípios do Estado. Em 49 cidades, incluindo Duque de Caxias, mais de 36 mil moradores estão ameaçados por escorregamentos de encostas. O levantamento, que começou em 2010 e deve ser finalizado em junho deste ano, revela que há casos de municípios que têm mais de 200 pontos de deslizamentos.

 Em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, na região serrana, a ameaça bate na porta dos moradores até mesmo com chuvas fracas. Arrasadas por um temporal em janeiro de 2011, as três cidades ainda não se recuperaram por inteiro. Em todas as partes ainda há marcas do maior pesadelo já enfrentado pela serra fluminense, que deixou mais de 900 mortos e centenas de desaparecidos.

 Os pontos de deslizamento também passam de 200 em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. Lá, a chuva matou 53 pessoas em pleno Réveillon de 2010. Em Niterói, que viveu o drama das vítimas do morro do Bumba em abril do mesmo ano, as chances de escorregamentos de encostas são preocupantes.

Em 18 municípios, incluindo as cidades marcadas pelas tragédias das chuvas, o mapeamento de casas e populações ameaçadas pelo mau tempo ainda não terminou. Além disso, a capital fluminense e a região dos Lagos ainda estão de fora do levantamento. Isso significa que mais moradores podem estar em perigo em todo Estado.

Na cidade do Rio, um estudo da Geo-Rio (Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro), de 2010, identificou 117 pontos de risco nas encostas do Maciço da Tijuca, onde estão debruçadas comunidades como a do Salgueiro e dos Macacos.

O presidente do DRM, Flavio Erthal, explica que o resultado do estudo como o do Serviço Geológico Estadual pode ajudar as prefeituras a elaborarem planos de prevenção de acidentes. De acordo com ele, algumas áreas podem passar por grandes obras de contenção de encostas, o que pode devolver a tranquilidade dos moradores. No entanto, segundo ele, há situações em que a remoção das famílias é a única saída.

— Por meio desses estudos, as prefeituras podem adotar medidas como sistema de alerta de sirenes, rota de fuga, abrigos ou até remoção de moradores. Além disso, há a necessidade de treinar os serviços de Defesa Civil dos municípios.

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