Coronel Erir da Costa Filho rejeitou residência oficial em bairro nobre do Rio
Marcelo Bastos, do R7 | 06/10/2011 às 14h36Além de um perfil linha dura, com a promessa de fortalecer a Corregedoria da PM, o novo comandante-geral da corporação, coronel Erir da Costa Filho, também demonstra simplicidade. Morador de Nilópolis, uma pequena cidade da Baixada Fluminense, o oficial rejeitou a oferta da residência oficial, que o governo oferece, no bairro do Flamengo, área nobre da zona sul do Rio.
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Perguntado sobre a possível mudança da baixada para o Flamengo, o comandante-geral brincou com os jornalistas:
- A minha sogra deu a minha casa, eu morar onde? É claro que eu vou morar lá. Por enquanto não penso em me mudar.
Ao falar sério, sobre o fim das “panelinhas” na corporação, o coronel disse que a transferência de equipes por comandantes de batalhão desestrutura as unidades.
- Essas mudanças desestruturam totalmente uma unidade. Nós não podemos ter ligação com patamo, com Gat, (setores de policiais dentro dos batalhões). Não pode ser esse é meu patamo, esse é meu gat, só atende se for a minha ordem... isso não existe. Esses setores são da instituição, do Estado e daquela comunidade. Acabou o meu. Isso é experiência do coronel Costa Filho. Eu nunca levei equipe para onde eu fui. Às vezes, você comete até erros. Leva os bons embora e fica com os ruins.
Costa Filho defendeu a permanência dos comandantes nos batalhões por pelo menos um ano para que haja tempo hábil para avaliar o trabalho de cada um.
- É para dar continuidade ao projeto. A segurança pública hoje é muito técnica. Às vezes um comandante chega a um local e depois de dois meses, quando ele está conhecendo o local, ele é retirado de lá. Isso é muito ruim porque ele não dá continuidade ao trabalho.
Sobre a demora em escolher os comandantes dos batalhões, o coronel disse que os oficiais cotados passam por uma avaliação, que vai definir de podem ou não assumir os postos.- Hoje já foram escolhidos comandantes de CPAs (Comandos de Policiamento de Áreas), que vão escolher os seus comandantes, apresentar os seus convidados e nós vamos consultar a nossa coordenadoria de inteligência, a subsecretaria de inteligência para o que consta sobre todos os oficiais para saber se ele pode assumir. Dependendo do que constar na ficha deles, podem assumir ou não.
Costa Filho afirmou ainda que não pretende mudar a política de pacificação das favelas do Rio, que considera bem sucedida e negou a criação de uma segunda corregedoria para investigar apenas casos em envolvam policiais de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).
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