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Sérgio Simões acredita que sete pessoas ainda estão debaixo dos escombros
Gabriela Pacheco, do R7 | 27/01/2012 às 22h25O comandante do Corpo de Bombeiros e secretário de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, informou na noite desta sexta-feira (27) que irá pedir à prefeitura que faça a recontagem dos desaparecidos. De acordo com Simões, algumas pessoas apareceram após as famílias reclamar por parentes desaparecidos.
O coronel diz acreditar que 22 pessoas morreram no desabamento e que ainda faltam encontrar os corpos de sete vítimas.
- Vou pedir para a prefeitura fazer a recontagem dos desaparecidos para quando a gente encerrar os trabalhos terminar com a convicção de que todos foram encontrados.
As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros encontraram por volta das 21h desta sexta-feira (27) o 15º corpo nos escombros dos três prédios que desabaram na noite da última quarta-feira (25), no centro do Rio. Os bombeiros concentram as buscas na noite desta sexta no local onde fica o subsolo do edifício Liberdade, o maior dos três que desabaram.
O 13º corpo foi localizado pela Comlurb, empresa que cuida da limpeza pública do Rio, em meio ao entulho retirado do local do desastre. O comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, informou que a vítima estava no local para onde os escombros estão sendo levados. Entretanto, ele não informou onde acontece o descarte do entulho. É o 13º corpo encontrado. Pelas características da mão, Simões diz acreditar ser de uma mulher.
De acordo com o tenente Luciano Sarmento, do Quartel Central do Corpo de Bombeiros, até as 17h desta sexta foram retirados 90% dos escombros dos edifícios, cerca de 20 mil toneladas de entulho.
Na tarde desta sexta as equipes chegaram ao ponto onde estaria concentrado o maior número de vítimas. As buscas estão focadas na área onde ficava um curso, no prédio de número 44 na avenida 13 de Maio, no qual estariam 11 pessoas.
Com os focos de incêndio que ainda persistiam nos escombros, a fumaça atrapalhava o trabalho das equipes e dos cães farejadores, além de impossibilitar o uso dos sensores de calor . Os sensores de som também não eram utilizados, pois o barulho também é forte, o que comprometeria a operação. As buscas acontecem apenas com máquinas e homens.
Dinheiro
O desabamento escondia um tesouro que pode ter sido retirado de debaixo dos escombros. A agência do banco Itaú, de número 0607, tinha entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões guardados dentro de cofres. Na tarde desta sexta, as equipes encontraram cofres e caixas eletrônicos do banco.
Em nota oficial, o banco disse que os clientes afetados serão atendidos em outras 11 agências que funcionam na região, mas deixa transparecer a preocupação da instituição ao afirmar que “equipes do banco estão no local desde a noite de ontem para acompanhar e contribuir com o trabalho (...) e adotar as providências cabíveis e necessárias”.
Segundo o Banco Central, os correntistas da agência não terão qualquer prejuízo com a destruição da agência. Pelas regras da autoridade monetária, assim que o dinheiro for resgatado, o banco poderá fazer a troca das notas danificadas por outras novas.
Fotos revelam dimensão da catástrofe
Assista ao momento do desabamento
Pânico e correria no centro logo após desabamento
Veja a cobertura completa em vídeos
Assista aos vídeos:
A tragédia
Três prédios de aproximadamente 18, 10 e quatro andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.
A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, a CEG, informou que não fornecia gás para nenhum dos três prédios que desabaram e que não há registro de pedido de vistoria para esses edifícios.
Segundo a CEG, o fornecimento de gás para as ruas localizadas no entorno dos edifícios que caíram permanece interrompido por medida de segurança, conforme solicitação da Defesa Civil e da Prefeitura do Rio.
Desde as 6h de quinta-feira (26), estão interditados os seguintes trechos: avenida Treze de Maio e avenida Almirante Barroso entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. Esta última está com mão invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga. Veículos procedentes da Cruz Vermelha e da avenida República do Chile devem seguir pela rua Senador Dantas.
Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros. O entulho é levado para um galpão e passará por perícia. A expectativa é de que a remoção total termine em dois meses.

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