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30 de Outubro de 2014

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Vigilância explica que não há vacinas contra leptospirose

População deve procurar postos de saúde caso apareçam sintomas

Do R7 | 17/01/2011 às 14h22
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A subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado do Rio lembra que não há vacina contra leptospirose. A população das áreas afetadas na região serrana deve procurar os postos em caso do aparecimento dos sintomas da doença, não em busca de vacina.

A recomendação do órgão é para que as pessoas, que tiveram contato com as águas da chuva, fiquem atentas quanto ao surgimento de sintomas que vem após as inundações, entre elas a leptospirose.

De acordo com o órgão, a doença é tratável, mas é importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes. A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira, presente na urina do rato. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes, e qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminada poderá se infectar. A bactéria penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.

O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, Alexandre Chieppe, lembra que os primeiros sintomas podem aparecer de um a 30 dias depois do contato com a enchente, mas, em geral, aparecem entre uma e duas semanas após o contato.

- Os sintomas mais freqüentes - febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente na batata da perna podem ser confundidos com os de outras doenças, como a gripe. Mas também pode ocorrer icterícia, coloração amarelada da pele e das mucosas – explica o superintendente.

Chieppe esclarece que o paciente com leptospirose precisa de acompanhamento médico, por isso, se a pessoa apresentar os sintomas deve procurar um serviço de saúde.

O superintendente lembra ainda que moradores que tiveram suas residências tomadas pelas águas da enchente devem esperar baixar a água para lavarem e desinfetarem o chão, paredes, os objetos caseiros e as roupas atingidas, com uma mistura de água sanitária e água (quatro xícaras de café de água sanitária para cada 20 litros de água). Depois, tudo deve ser enxaguado com água limpa. Já o alimento que teve contato com a água contaminada deve ser jogado fora, pois pode transmitir doenças. A caixa d’água também deve ser limpa e desinfetada.

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Saiba como ajudar as vítimas

 

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

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No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.

 

 
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