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1 de Novembro de 2014

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Core faz operação no morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio

Comunidade fica próxima ao Chapadão, favela dominada pela mesma facção da Chatuba

Do R7 | 12/09/2012 às 07h13
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Policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) faziam uma operação na manhã desta quarta-feira (12), no morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo era tentar combater o tráfico de drogas.

A comunidade fica próxima ao morro do Chapadão, comunidade dominada pela mesma facção criminosa que comanda a favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

O morro do Chapadão é considerado a nova "Faixa de Gaza" do Rio.

Na terça-feira (11), 18 suspeitos foram detidos na operação da Polícia Militar na Chatuba. A ação da PM teve início após a chacina de seis jovens de Nilópolis, que foram até o parque de Gericinó, vizinho da favela, para tomar banho de cachoeira.

Os seis jovens desapareceram na tarde de sábado (8). Além das buscas no parque, os PMs fizeram varreduras na comunidade da Chatuba, onde a polícia diz acreditar ser o local onde os jovens foram mortos. Durante a operação no local, os policiais encontraram cinco acampamentos que seriam de traficantes da favela. Mais de 200 agentes participaram das buscas à procura dos assassinos.

No local, foram apreendidos 4.583 papelotes de cocaína, 41 pedras de crack, 554 trouxinhas de maconha, 30 sacolés de maconha, uma metralhadora 9 mm, um fuzil, uma granada, carregadores, munições, R$ 15.200 dentro de uma mochila, R$ 12.150 resultados de agiotagem, 1 carro recuperado, uma moto recuperada, três motos apreendidas, uma central de rádio clandestina, dois rádios transmissores e frascos com cheirinho da loló. 

Os corpos dos seis jovens somente foram encontrados na manhã da última segunda-feira (10) às margens da rodovia Presidente Dutra. Eles foram enterrados no Cemitério de Olinda, em Nilópolis, na tarde de terça-feira.

Poder paralelo

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), reconheceu na tarde de terça-feira que chefes do tráfico expulsos de favelas pacificadas pela Polícia Militar na capital fluminense estão em outras comunidades no Estado se reorganizando e tentando “manter a estrutura do poder paralelo”. Cabral fez a declaração ao comentar a chacina de seis jovens na favela da Chatuba, em Mesquita, na baixada, controlada por traficantes armados.

— As comunidades que ainda são dominadas pela presença física da marginalidade armada acabam hospedando marginais líderes nas comunidades pacificadas que fogem, que não foram presos. Eles conseguem escapar e ir para essas comunidades se reorganizar e tentar manter a estrutura do poder paralelo. Isso tem sido bem claro para a gente. A gente não tem ilusão.

Terror

Os traficantes da comunidade da Chatuba espalharam o terror na região durante o fim de semana. Além dos jovens encontrados mortos com marcas de tiros e tortura, os assassinatos de um cadete da PM e de um pastor evangélico também entram na conta dos criminosos. Segundo a polícia, o rapaz que está desaparecido seria testemunha da morte do religioso.

De acordo com o delegado Júlio da Silva Filho, titular da Delegacia de Mesquita (53ª DP), os suspeitos, entre eles dois menores de idade, não têm relação com as mortes dos jovens, porém eles poderão fornecer alguma pista do bando de 20 homens suspeito de ter torturado e matado os rapazes.

Silva Filho afirma que os garotos foram mortos na favela da Chatuba, mas não comentou como confirmou o local do crime. Os adolescentes saíram do bairro de Cabral em Nilópolis no último sábado (8) para participarem de um festival de pipas e depois tomar um banho de cachoeira, no parque de Gericinó.

O delegado informou também que o reconhecimento das roupas encontradas pelos familiares será feita na quarta-feira (12), devido aos enterros que foram realizados nesta terça.

—  As buscas da Polícia Civil e da Polícia Militar pelos assassinos irão continuar. Não temos dúvida de que a morte dos jovens ocorreu na Chatuba.


 
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