Cerimônia foi realizada no cemitério Parque Portal da Saudade
Do R7 | 09/11/2012 às 16h27Foi enterrado por volta das 14h30, no cemitério Parque Portal da Saudade, em Volta Redonda, o corpo do bebê que morreu após ser esquecido por cerca de cinco horas pelo pai dentro do carro da família.
De acordo com o pai, ele não estava acostumado a levar a menina para as creches. A criança ficava em uma unidade pela manhã e seguia para outra creche à tarde. Segundo a polícia, quem levava e pegava Manuella eram dois funcionários da família, mas ambos estavam ocupados nesta quinta-feira e a responsabilidade ficou com o pai.
No caminho, Clóvis recebeu a ligação de um amigo com quem tratava da compra de um carro. Ele foi ao encontro do rapaz e esqueceu a criança dentro do carro, no estacionamento. Clóvis chegou ao local por volta das 13h e só às 17h30, quando recebeu uma ligação da mulher, Camila Suhett Mantilla, de 29 anos, ele se deu conta de que tinha deixado a filha no carro.
Como estava em outro bairro, ele precisou pegar carona em uma moto e tomar um taxi para chegar ao local, por volta das 18h30. No estacionamento, um amigo dele já havia quebrado o vidro do carro para socorrer a menina.
Foi o próprio pai quem levou a criança para o hospital, mas, ao chegar na unidade de saúde, ela já estava morta. O casal tem ainda outro filho de quatro anos de idade.
Segundo o delegado Márcio Figueiroa, a mãe da menina Camila Suhett Mantilla, de 29 anos, entrou em estado de choque no hospital São João Batista para onde a criança foi levada, após ser resgatada no carro. Camila precisou ser internada.
— A mãe foi ao hospital, mas não conseguiu vir à delegacia. Ela entrou em estado de choque e ficou internada. Ela não estava aceitando a morte da filha e queria a filha para amamentá-la.
Clóvis foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas vai responder em liberdade. De acordo com o delegado Márcio Figueiroa, ele pagou a fiança de R$ 12.644. Ele pode pegar de um a três anos de prisão, mas segundo ele, se o juiz entender que a morte da menina já foi uma punição pela negligência, ele pode ser beneficiado por um recurso jurídico.
— Ele vai responder em liberdade, mas está sujeito a detenção de um a três anos de prisão. Ao final do processo, o juiz pode entender que a aplicação desta pena não é necessária, por que a pena do pai já foi a morte da filha. Com isso, ele pode receber um benefício chamado de perdão judicial.
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