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27 de Agosto de 2014

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Corpo de jovem morto por PM é enterrado na zona norte do Rio

Agente disparou contra carro de estudante ao confundir estouro de pneu com tiro

Do R7 | 29/10/2012 às 16h35

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O corpo do estudante Rafael Costa da Silva, de 17 anos, foi enterrado na tarde desta segunda-feira (29) no Cemitério de Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. O jovem morreu após ser atingido por um tiro de fuzil disparado por um policial militar no domingo (28), em Cordovil, zona norte. O agente teria confundido o estouro do pneu do carro que a vítima dirigia com um disparo de arma de fogo.

O sargento Márcio Peres de Oliveira, de 36 anos assumiu que atirou e matou o jovem dentro de um carro. Indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar), o agente já está preso no BEP (Batalhão Especial Prisional),em Benfica, zona norte.

A família do estudante teme sofrer represálias de outros policiais que atuam na região. O pai de Rafael, Valmir Miguez da Silva, 53 anos, diz que a prisão do suspeito não garante a segurança de sua família.

— Eu tenho medo de represálias. Eles [os policiais] conhecem a rotina dos meus filhos. O carro teve mais de quatro tiros. Isso mostra que eles [os policiais] atiraram para matar.

O motorista está indignado com o despreparo dos policiais militares do Rio. Valmir diz que os agentes deveriam passar por um processo de reciclagem para evitar este tipo de tragédia.

— Eu sou mais um pedindo justiça. Se não fizerem nada, não vai adiantar. Os policiais têm que ser condenados por homicídio doloso. Mataram meu filho e eu não dou 30 dias para matarem outro. Eles têm que passar por uma reciclagem.

Rafael, que tinha completado 17 anos na sexta-feira (26), era vice-campeão de kickboxing e sonhava em ser bombeiro. O tio do rapaz, o vigilante Júlio César Thomaz, disse que a mãe do garoto, Rosana Thomaz, está chocada com o crime.

— Destruíram minha família. A vida da minha irmã acabou. Ele era o único filho dela. Estes policiais são totalmente despreparados.

Apesar de não ter permissão para dirigir, o pai de Rafael disse que a mãe dele havia emprestado o carro para o jovem. Segundo Valmir, o filho havia saído de casa, na Penha Circular, zona norte, com o carro da mãe, para levar dois irmãos e dois amigos para encontrar as namoradas em Cordovil.

De acordo com o pai do jovem, o pneu do veículo furou e, assustados com o barulho do estouro, o PM atirou contra o veículo. Valmir disse que vai processar o Estado, pois, segundo ele, os policiais tentaram tirar o projétil de fuzil do pescoço do filho e levar o corpo do estudante do local para descaracterizar a cena do crime.

— Eles tentaram tirar o corpo do meu filho de dentro do carro. Chegaram a tentar tirar a cápsula de fuzil do pescoço dele. O meu outro filho que estava com o Rafael no carro disse que os PMs se comunicavam pelo rádio, dizendo que havia ocorrido um confronto na área.

A Polícia Militar divulgou nota lamentando a morte do rapaz e não se manifestou sobre as acusações do pai.

 Assista aos vídeos:


 
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