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1 de Setembro de 2014

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Corpo de menino de dois anos morto após
espancamento será enterrado nesta quinta

Pai e madrasta de menino de 2 anos são suspeitos de agressão

Do R7 | 19/07/2012 às 05h53 | Atualizado em: 19/07/2012 às 10h34
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Será enterrado na manhã desta quinta-feira (19) no cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, o corpo de Weslei Fernandes de Araújo, de dois anos, morto na última terça-feira (17). O pai e a madrasta do menino são suspeitos de espancar o garoto e estão presos.

O delegado Maurício Mendonça de Carvalho, adjunto da Delegacia da Taquara (32ª DP), zona oeste, que investiga a morte de Weslei, informou na quarta-feira (18) que aguarda os resultados dos exames feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) para avaliar se o menino foi torturado.

O corpo do menino foi liberado na quarta-feira do IML. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, parentes estiveram no local para que pudessem providenciar o enterro da criança.

Na tarde de quarta-feira, a irmã do suspeito de cometer o crime e tia da criança prestou depoimento à polícia. Ela foi a décima pessoa a ser ouvida sobre o caso. Entre os ouvidos estão dois policiais militares e sete vizinhos, que relataram que havia brigas constantes dentro da casa.

O pai do menino foi transferido para o presídio de Bangu 3, na zona oeste. Já a madrasta da criança foi levada para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, em Gericinó, também na zona oeste.

Entenda o caso

A madrasta de Weslei ligou para uma vizinha dizendo que a criança estava desacordada, depois de cair da cama na casa da família, na rua Aurora, na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Vizinhos foram até a casa e ajudaram a levar Weslei para o Hospital Cardoso Fontes, no mesmo bairro.

Durante o atendimento, a médica de plantão desconfiou da história apresentada pelos pais porque a criança chegou à unidade com traumatismo craniano, vários dentes quebrados, lesões internas por todo corpo e fratura na perna. O menino chegou a ficar em coma na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas não resistiu.

A médica decidiu então chamar a polícia e o casal foi preso em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, os dois vão responder por tortura com resultado de morte. A pena pode chegar a 21 anos de prisão.

Segundo a polícia, a madrasta do menino jogou a culpa no marido durante seu depoimento. A suspeita disse que o companheiro é usuário de drogas. Já o homem teria dito que só batia no filho para corrigi-lo.

A criança estava há seis meses com o pai. Antes, ela morava em Vitória, no Espírito Santo.

Assista aos vídeos:

 


 
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