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2 de Setembro de 2014

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Delegado que investiga morte de criança aguarda
resultado do IML para comprovar tortura

Pai e madrasta do menino são suspeitos de agredir criança até a morte

Do R7 | 18/07/2012 às 17h13
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O delegado Maurício Mendonça de Carvalho, da Delegacia da Taquara (32ª DP), que investiga o caso da morte de Weslei Fernandes de Araújo, de dois anos, informou que aguarda os resultados do IML (Instituto Médico Legal) para avaliar se o menino foi torturado pelo pai e pela madrasta. Eles são suspeitos de espancar a criança até a morte na última terça-feira (17).

O corpo do menino foi liberado nesta terça-feira (18) do IML (Instituto Médico Legal). Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, parentes do menino estiveram no local para que pudessem providenciar o sepultamento da criança.

Carvalho informou ainda que tenta localizar a mãe de Weslei, que segundo ele, mora no Espírito Santo e ainda não apareceu depois da morte da criança.

Nesta quarta-feira (18), a irmã do suspeito de cometer o crime e tia da criança prestava depoimento à polícia. Ela é a décima pessoa a ser ouvida sobre o caso. Entre os ouvidos estão dois policiais militares e sete vizinhos, que relataram que havia brigas constantes dentro da casa.

O pai do menino foi transferido para o presídio de Bangu 3, na zona oeste. Já a madrasta da criança foi levada para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, em Gericinó, também na zona oeste.

Entenda o caso

A madrasta do menino ligou para uma vizinha dizendo que a criança estava desacordada, depois de cair da cama na casa da família, na rua Aurora, na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na zona oeste. Vizinhos foram até a casa e ajudaram a levar Weslei para o Hospital Cardoso Fontes, no mesmo bairro.

Durante o atendimento, a médica de plantão desconfiou da história apresentada pelos pais porque a criança chegou à unidade com traumatismo craniano, vários dentes quebrados, lesões internas por todo corpo e fratura na perna. O menino chegou a ficar em coma na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas não resistiu.

A médica decidiu chamar a polícia e os dois foram presos em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, o casal vai responder por tortura com resultado de morte e a pena pode chegar a 21 anos de prisão.

De acordo com a polícia, a madrasta do menino jogou a culpa no marido durante seu depoimento. A suspeita disse que o companheiro é usuário de drogas. Já o homem teria dito que só batia no filho para corrigí-lo.

A criança estava há seis meses com o pai. Antes, ela morava em Vitória, no Espírito Santo.

Assista ao vídeo:


 
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