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27 de Maio de 2012

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Alerj instala a CPI da região serrana nesta quinta-feira

Investigação também ajudará na prevenção de futuros desastres naturais

Do R7 | 24/02/2011 às 17h33
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A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovou e instalou nesta quinta-feira (24), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar os possíveis responsáveis e negligências por parte do governo e de agentes políticos no desastre que atingiu municípios da região serrana em 11 de janeiro.

A CPI irá realizar um estudo profundo para apurar, dentre outras coisas, se houve facilitação na liberação de terrenos em áreas consideradas de risco e a não realização de uma política de prevenção ostensiva.

De acordo com Nilton Salomão, relator da CPI, o relatório final a ser apresentado pela comissão irá auxiliar o executivo na criação de políticas públicas mais eficientes quando da ocorrência de tragédias naturais.

- A CPI tem sua importância não só na apuração dos erros do passado mas também em nortear a criação de medidas saneadoras para o futuro para que possamos amenizar ao máximo os danos de desastres naturais.

Com a presidência do deputado Luiz Paulo (PSDB) a CPI contará também com a participações dos deputados Sabino (PSC), Marcus Vinícius (PTB), Rogério Cabral (PSB), Bernardo Rossi (PMDB) e Clarissa Garotinho (PR).

A comissão pretende ouvir, no decorrer de seus trabalhos, algumas secretarias de Estado como: do Ambiente; de Obras; de Saúde e Defesa Civil; de Habitação; de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços; de Planejamento e Gestão; de Ciência e Tecnologia; de Agricultura e Pecuária; de Trabalho e Renda; de Assistência Social e Direitos Humanos; e de Turismo.

Além das secretarias de Estado serão convidados também os representantes de órgãos públicos como o Inea (Instituto Estadual do Ambiente); a Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado) e a DER-RJ (Fundação Departamento de Estradas de Rodagem).

Prefeituras e secretarias municipais, bem como a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) e a Fecomercio (Federação do Comércio do Rio de Janeiro); além de estudiosos e especialistas no assunto também devem ser ouvidos durante os trabalhos da comissão, que deve funcionar por 90 dias, prorrogáveis por mais 60.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e quase 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.

Veja algumas fotos

Vídeos revelam detalhes

As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.

Veja fotos de antes e depois das cidades atingidas pelas chuvas 
Arraste a seta para ver as imagens

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no Estado do Rio de Janeiro.


 
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