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29 de Julho de 2014

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Delegado foragido foi sub-chefe da Polícia
Civil e era braço direito de Turnowski

Carlos Oliveira é investigado por negociação com traficantes e vazamento de informações

Do R7 | 11/02/2011 às 16h15
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Apontado como um dos principais especialistas em armas no Brasil, o delegado Carlos Antônio Oliveira ocupou durante anos posição de destaque dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Desde esta sexta-feira (11), porém, ele está sendo procurado pela Polícia Federal e é considerado um foragido da Justiça.

Oliveira é um dos indiciados na operação Guilhotina, deflagrada nesta sexta-feira (11) pela PF (Polícia Federal) e o Ministério Público Estadual, que já resultou na prisão de 30 pessoas, a maioria PMs e policiais civis, suspeitos de vazamento de operações, apropriação indébita de bens de criminosos e moradores e venda de armas a bandidos, além da ligação com milícias.

Sobre Oliveira, as investigações indicam que ele teria ligação com o vazamento de informações sobre operações policiais, da apropriação e partilha de bens apreendidos em operações, além de negociação com traficantes. O delegado é citado como "Doutor Oliveira" em várias interceptações telefônicas feitas durante as investigações.

Em 2001, Oliveira tornou-se o primeiro titular da recém-criada Drae (Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos). Após deixar a Drae, Oliveira se tornou subchefe operacional da Polícia Civil e o braço-direito do chefe da instituição, delegado Allan Turnowski.

Neste período, ficou à frente das operações para a apreensão de máquinas caça-níqueis e estava encarregado da integração com a Secretaria de Segurança Pública, para planejar grandes eventos como o carnaval, a Copa do Mundo de 2014 e montar o esquema de segurança para as Olimpíadas.

Sem muitas explicações, Oliveira foi afastado do cargo em outubro do ano passado quando foram anunciadas mudanças na cúpula da instituição. Após isso, o delegado foi nomeado subsecretário de operações da Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) da Prefeitura. Nesta sexta, com o mandado de prisão contra ele, a Prefeitura já anunciou que ele será exonerado do cargo.  

O delegado era frequentemente requisitado para participar de cursos, seminários e eventos nacionais e internacionais como instrutor e palestrante sobre tráfico de armas, munições e artefatos.

Por ser funcionário público (delegado da Polícia Civil), Carlos Oliveira perderá o emprego caso não se apresente à polícia em 30 dias.

- Acredito que ele vá se apresentar em breve - disse o promotor Homero Freitas.

 

 


 
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