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2 de Setembro de 2014

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Disputa interna termina com quatro traficantes mortos na favela da Coreia

Entre eles está Barriga, sucessor de Matemático; principal suspeito é Peixe

Do R7 | 30/09/2012 às 16h47
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Uma disputa interna pelo controle dos pontos de venda de drogas nas favelas de Senador Camará terminou com a morte de Wellington de Almeida, o Barriga, apontado pela polícia como um dos sucessores do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, morto em maio durante uma operação policial. Outros três traficantes que seriam seguranças de Barriga também foram mortos a tiros.

O ataque aconteceu durante a madrugada na favela da Coreia. Os invasores seriam da favela Vila Aliança, em Bangu, dominada pela mesma facção criminosa, liderados pelo traficante Rafael Alves, o Peixe, de 29 anos. Segundo a polícia, eles entraram na Coreia vestidos de preto.

De acordo com agentes da Divisão de Homicídios, o corpo de Barriga foi abandonado dentro de uma Kombi próximo ao hospital Albert Schweitzer, em Realengo. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou que Renan Bragança Alves da Silva, de 21 anos, Jonhatan dos Santos Reis, de 19, e Rodrigo de Almeida Ferreira, de 22, deram entrada já mortos no Albert Schweitzer.

Barriga se tornou chefe do tráfico nas favelas de Senador Camará após a morte de Matemático, durante uma operação das polícias civil, militar e federal na região. O traficante acabou baleado por agentes do Saer (Serviço Aeropolicial) da Polícia Civil, que o perseguiram de helicóptero.

Homem de confiança de Matemático, Barriga tinha a fama de ser muito violento. Ele é suspeito de vários homicídios ocorridos na região. Entre os principais redutos da facção que era chefiada por Matemático, estão as comunidades Coreia, Rebu, Taquaral e Sapo, em Senador Camará; Vila do João, Vila dos Pinheiros, Conjunto Esperança, Salsa e Merengue, Timbau e Baixa do Sapateiro, no complexo Maré; morro da Serrinha, em Madureira; Acari; Para-Pedro, em Colégio; Parada de Lucas e Vigário Geral; e morros do Dendê, Querosene, Parque Royal, Guarabu e Nova Bancários, na Ilha do Governador (zona norte).

Não são apenas os traficantes que disputam a "herança" de Matemático. Na última sexta-feira (28), a viúva e uma amante do traficante foram presas. De acordo com a Polícia Federal, elas fraudavam o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. O grupo do qual faziam parte utilizava terceiros, que figuravam como contemplados pelo programa, mas, na verdade, os imóveis eram repassados para à viúva e à amante do traficante. As mulheres passavam a ganhar dinheiro com aluguéis.

Segundo a Polícia Militar, a quadrilha também é acusada de vender imóveis do projeto Minha Casa, Minha Vida, do governo federal por R$100 mil. A Polícia Federal informou que as duas disputavam os bens de Matemático.


 
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