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27 de Maio de 2016

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Em depoimento, babá afirma que viu Joanna amarrada

Alegação do pai era que a menina estava assim para não se machucar

Tainá Lara, do R7 | 10/01/2011 às 18h17
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O segundo depoimento da tarde desta segunda-feira (10) na audiência sobre o caso da morte da menina Joanna Marins, foi o da babá Gedires Magalhães. A empregada, que teve contato durante três dias com a criança, contou que encontrou a garota com mãos e pés amarrados e suja de fezes e urina no primeiro dia.

Questionada pelo juiz, Gedires disse que a criança estava vestida apenas com uma calcinha e uma blusa leve, mesmo estando frio naquele dia. A empregada disse ainda que era possível ver machucados no tórax de Joanna.

A babá falou que André (o pai da criança) contou que Joanna estava amarrada porque tinha tido convulsões e precisava ser presa para não se machucar.

Durante os outros dois dias que teve contato com a criança, Gedires disse que não viu nada de anormal. Apenas percebeu que Joanna estava muito quieta, como se estivesse doente.

- A menina não conversava muito, disse apenas que sentia saudade da avó materna, e não brincava como as irmãs que pareciam saudáveis.

André falou para babá que não limpasse ou tocasse na criança. Que isso eram recomendações médicas. A empregada achou melhor respeitar a orientação.

Impressionada com a situação em que encontrou Joanna no primeiro dia, a empregada entrou em contato duas vezes com o Disque-Denúncia.

No final do depoimento da babá, a mãe de Joanna agradeceu pelo testemunho dela. As duas trocaram um longo abraço. Durante todo o tempo, André e Vanessa (a madrasta) permaneceram de mãos dadas e com a expressão tranquila.

Coragem

Para a mãe da menina Joanna, a médica Cristiane Marcenal Ferraz, a empregada é a testemunha mais corajosa do processo.

- Essa mulher é a mais corajosa. Ela veio sozinha, sem filho, marido ou advogado. Encontrei-me com ela hoje pela primeira vez e foi muito emocionante.

Relembre o caso

A menina Joanna, suspeita de ter sido vítima de maus tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.

A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época, de maus tratos. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.

Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca. Ela ficou 28 dias internada no Hospital Amiu.

A polícia investiga os maus tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.


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