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27 de Maio de 2012

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Estudante espancado ao defender mendigo
passa primeira noite em casa após agressão

Vítima ainda terá que passar por vários exames para descartar possibilidade de sequelas

Do R7, com Domingo Espetacular | 09/02/2012 às 10h55
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O estudante Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, passou a primeira noite em casa uma semana após ser espancado ao tentar defender um morador de rua, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro.

Apesar de ter recebido alta do hospital na quarta-feira (8), ele ainda vai precisar fazer revisões médicas com frequência até ser comprovado que não ficará com sequelas. Até marca de mordida nas costas os médicos encontraram no corpo do estudante. No total, os equipamentos usados custaram cerca de R$ 60 mil.

Segundo o médico Leonardo Peral, o estudante terá de voltar ao hospital daqui a dez dias para verificar se o globo ocular não ficou com os movimentos comprometidos. Ele também vai precisar retirar os pontos.

- Ele ainda tem hematomas e inchaços. Daqui a dez dias, eles vão diminuir e vamos conseguir verificar se houve alguma alteração nos movimentos do globo ocular. Por enquanto, ele está com todas as funções normais. Não teve visão, respiração, audição, nenhuma função comprometida. Teremos de acompanhar de perto a evolução dele pelos próximos três meses.

O médico explicou ainda que todos os ossos quebrados estão na posição perfeita e que as oito placas de titânio, as três membranas protetoras e os 63 pinos estão corretamente alinhados e que não houve rejeição.

Faria de novo

Vitor saiu do hospital por volta das 16h30 desta quarta e disse não se arrepender de ter tentado defender um mendigo quando foi atacado pelos suspeitos.O estudante deixou o hospital Santa Maria Madalena acompanhado da mãe, do pai, de outros familiares e da equipe médica. Ao falar sobre as agressões, o estudante de desenho industrial chorou.

- Eu estou muito bem. Eu nem acredito. Estou falando normal. Hoje é um dia ótimo para mim. Queria agradecer todo mundo que me deu força. Eu quero comer um hambúrguer, tomar um refrigerante, entrar na internet, ver TV, jogar videogame, ficar com meus amigos. Só quero voltar a ser o que eu era: normal.

O rapaz disse esperar que seu caso sirva de exemplo para que pais ensinem os filhos a "mudar as coisas".

- Eu não aprendi nada com esse episódio, apenas confirmei o que eu já sabia: muita coisa precisa mudar. A gente tem que fazer um pouco para as coisas poderem mudar. Espero que o meu caso sirva de exemplo. Que as pessoas lembrem do meu caso e passem um ensinamento para os seus filhos. Pequenas atitudes vão mudando as coisas. Não adianta porque o mundo não muda de uma hora para a outra.

Cinco presos

O quinto suspeito de espancar o estudante se apresentou na tarde desta quarta-feira na Delegacia da Ilha do Governador (37ª DP), onde o caso foi registrado. De acordo com a Polícia Civil, ele se chama Edson Luiz Júnior. Na segunda-feira (6), o morador de rua, que também foi agredido pelo grupo, esteve na delegacia. Identificado como João Araújo Teles, de 47 anos, ele falou para o delegado que não se lembra do que aconteceu no dia da agressão porque estava embriagado.

Confira neste domingo (12) a reportagem completa sobre o caso do jovem espancado ao defender um morador de rua no Domingo Espetacular, logo após o Programa do Gugu.

Assista ao vídeo:


 
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