R7 - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

23 de Outubro de 2014

Notícias

Ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo é
preso suspeito de mandar matar juíza em Niterói

Ele foi exonerado do comando do Batalhão da Maré; mais 5 PMs têm prisão decretada

Do R7 | 27/09/2011 às 09h11 | Atualizado em: 27/09/2011 às 10h37
Publicidade

Suspeito de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, o tenente-coronel Claudio Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), na região metropolitana do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta terça-feira (27) e exonerado do comando do Batalhão da Maré (22º BPM), na zona norte carioca, onde trabalhava atualmente. A informação foi confirmada pela Polícia Militar por meio de nota. 

De acordo com a corporação, ele está detido na carceragem do Batalhão de Choque (BPChoque) desde as primeiras horas da madrugada.

Após quase 50 dias de investigação que envolve Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, a 3ª Vara Criminal de Niterói, na região metropolitana, decretou na noite da última segunda-feira (26) a prisão do tenente-coronel Oliveira e de mais cinco policiais militares. 

Os PMs, que atuavam no Batalhão de São Gonçalo sob a tutela do então comandante, faziam parte do GAT (Grupamento de Ações Táticas) e são suspeitos de forjar um auto de resistência para acobertar a morte em junho de Diego Belieni, 18 anos, morador do morro do Salgueiro, em São Gonçalo. 

Outros três policiais militares já estão presos por participação na morte da juíza e no assassinato do jovem do Salgueiro. O tenente Daniel Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jeferson de Araújo Miranda estão em unidades prisionais diferentes para evitar que combinem versão para depoimentos futuros.

O juiz Peterson Barroso Simões decidiu decretar a prisão do tenente-coronel Oliveira após ouvir o depoimento de um dos dois cabos presos. 

O cabo, que estaria ameaçado de morte, resolveu contar tudo e participar de uma antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada (que inclui provável redução de pena). Ele teria dito que usou duas pistolas no crime. A perícia da Polícia Civil constatou que Patrícia foi assassinada com 21 tiros de pistolas 40 e 45 e de revólver 38. 

De acordo com a investigação, as munições usadas no crime foram desviadas do 7º BPM. 

Após o assassinato de Patrícia Acioli, o comando da Polícia Militar trocou os comandantes de diversos batalhões, inclusive o do 22º BPM, quando Claudio Oliveira assumiu o cargo.

Assista ao vídeo:


 


Veja Relacionados:  juíza, Claudio Oliveira, Batalhão de São Gonçalo, Batalhão da Maré
juíza  Claudio Oliveira  Batalhão de São Gonçalo  Batalhão da Maré 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!
RSS