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27 de Maio de 2016

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Ex-comandante e Patrícia Acioli discutiam
constantemente por telefone, diz família da juíza

Primo da magistrada contou que ela comentava assunto em reuniões familiares

Bruno Rousso, do R7 | 29/09/2011 às 05h30
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Desde a morte de Patrícia Acioli, em 11 de agosto, a família da juíza desconfia que o mandante do crime tenha sido o ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, preso na manhã de terça-feira (27). De acordo com Humberto Lourival, primo da magistrada, o policial e Patrícia tinham constantes discussões por telefone.

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Lourival disse que os problemas com Oliveira incomodavam tanto a juíza que ela comentava sobre isso em reuniões familiares.

- Sempre suspeitamos, porque o coronel Cláudio tinha desavenças com a Patrícia. Eles discutiam muito pelo telefone. Minha prima relatou várias vezes que ele protegia policiais bandidos.

Segundo Humberto Lourival, a relação entre Patrícia e o tenente-coronel se tornou pior em 2011.

- Ela já tinha mandado prender um major do serviço reservado do 7º batalhão e depois, no dia da morte, havia decretado a prisão de policiais do GAT (Grupamento de Ações Táticas) do mesmo batalhão. O Cláudio se viu ameaçado, porque ela atingiu as duas zonas mais importantes da unidade.

Na terça-feira, o titular da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, afirmou que Cláudio Luiz de Oliveira mandou matar a magistrada porque ela o investigava por envolvimento em execuções de grupo de extermínio e corrupção em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O tenente-coronel foi preso após um cabo da PM, que está detido por causa da morte da juíza, apontá-lo como um dos participantes no assassinato. Em depoimento na 3ª Vara Criminal de Niterói, ele disse que o ex-comandante do 7º BPM teria encomendado o crime ao tenente Daniel Santos Benitez Lopes, homem de sua confiança, que já está preso.

Após quase 50 dias de investigação que envolve Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, a Justiça decretou na noite de segunda-feira (26) a prisão de outros seis PMS, além do tenente-coronel. Ao todo, dez policiais estão presos pela morte de Patrícia.

Briga já durava mais de 20 anos

O primo de Patrícia lembrou ainda que a magistrada sempre lembrava o fato de Cláudio Luiz de Oliveira ter sido o mesmo policial com quem ela se envolveu em uma discussão no Maracanã, em um jogo entre Brasil e Chile, em setembro de 1989.

Humberto contou que Patrícia, na época defensora pública, estava com um grupo de amigos no estádio e um deles se envolveu em confusão com o tenente-coronel, que decretou voz de prisão. Já na delegacia, ela disse que iria processá-lo por abuso de autoridade.

- Ela achava incrível essa coincidência, já que eles haviam tido uma discussão feia há mais de 20 anos.


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