Do total de 9.000 ônibus, 1.838 circularam até as 10h desta sexta
Do R7 | 01/03/2013 às 12h53Ao menos 170 ônibus haviam sido depredados e nove rodoviários ficaram feridos durante a greve de ônibus iniciada à meia-noite desta sexta (1º). O balanço se refere até as 10h. De acordo com a Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, do total de 9.000 coletivos que circulam diariamente pela cidade, 1.838 foram às ruas, o equivalente a 20%. A Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que 76 escolas da rede pública de ensino estão sem aula devido à greve.
Foi prejudicado pela greve? Conte para a gente.
Segundo Susy Balloussier, relações-públicas da Fetranspor (Federação de Transportes do Rio de Janeiro), que representa dez sindicatos do Estado, a estimativa é de que 5 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela greve.
Por volta das 11h, a Rio Ônibus (sindicato patronal) entrou com pedido na Justiça para que a legalidade da greve seja julgada. A entidade afirma que a paralisação é ilegal, já que não respeitou o número mínimo de veículos nas ruas e não informou com antecedência sobre a greve.
A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro informou que 76 escolas da rede pública de ensino estão sem aula devido à greve de motoristas e cobradores na cidade. Ainda de acordo com a secretaria, seis unidades de ensino estão funcionando parcialmente, pois alguns alunos e professores não conseguiram chegar às escolas.
A greve dos rodoviários que prejudicou os passageiros do Rio teve 95% de adesão, segundo o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município). Segundo Sebastião José, vice-presidente do sindicato, a mobilização mostrou união entre os rodoviários, mas demonstrou dificuldade no cumprimento da lei.
— Nós só conseguimos colocar 20% da frota programada nas ruas por volta das 8h30. Estamos preocupados porque até agora nenhum representante dos empresários nos procurou para negociar as nossas reivindicações. Se o cenário permanecer assim, a greve deverá permanecer por tempo indeterminado.
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, informou que os serviços de ônibus municipais da cidade do Rio de Janeiro foram prejudicados na manhã desta segunda-feira (1º) por causa de uma greve convocada pelo Sindicato dos Rodoviários, na noite da última quinta-feira (29).
De acordo com a secretaria, por volta das 8h50, o corredor Transoeste, que liga Santa Cruz à Barra da Tijuca, por meio do BRT, operava com 22 ônibus articulados de um total de 80. As linhas que operam em Santa Cruz e Campo Grande também estão com a frota reduzida. A Prefeitura informou que todas as estações do BRT estão abertas e que não foram registrados tumultos.
Ainda segundo a secretaria, a greve é parcial e há um aumento gradativo da frota nas ruas. A prefeitura informou ter determinado aos consórcios que coloquem imediatamente a frota programada nas ruas. Já a Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, informou que entrou na Justiça para que seja decretada a ilegalidade da greve.
Assista ao vídeo:
A greve
Os motoristas e cobradores de ônibus do Rio decidiram fazer uma paralisação de 24 horas que começou nesta sexta-feira. De acordo com o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município), a proposta de 8% de reajuste oferecida pela Rio Ônibus, que reúne os empresário do setor, foi negada durante assembleia realizada na noite de quinta-feira (28). Uma nova reunião entre a empresa e o Sintraturb deve acontecer às 10h de sexta-feira.
Para Sebastião José, vice-presidente do sindicato, o aumento de 8% deveria estar atrelado a outras reivindicações, como cesta básica, plano de saúde e jornada de trabalho e seis horas.
— Tentamos desde janeiro uma posição da Rio Ônibus e, agora, ela apresenta um reajuste de 8%. É claro que ele é bem vindo, mas deveria estar atrelado as outras propostas que colocamos na mesa de negociação como cesta básica de R$ 200 sem descontos, tíquete alimentação de R$ 15 por dia, plano de saúde gratuito para o rodoviário e três dependentes, fim do banco de horas extras, jornada de trabalho de seis horas e o término imediato da dupla função, onde o motorista faz também o papel de cobrador.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7