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27 de Maio de 2016

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Homens insistem em viajar em vagões
do metrô exclusivos para mulheres

Passageiras reclamam de falha na fiscalização da concessionária

Evelyn Moraes, do R7 | 28/10/2010 às 08h37
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Depois que a Lei nº 4.733, criada em 23 de março de 2006, entrou em vigor, as mulheres passaram a ter exclusividade no metrô. A concessionária Metrô Rio passou a destinar carros só para as passageiras nos dias úteis entre 6h e 9h, e entre 17h e 20h, horários de maior movimento. Para facilitar a identificação dos vagões, a empresa colocou adesivos cor-de-rosa nas portas e nas plataformas das estações. Mas parece que os artifícios não têm sido suficientes para o cumprimento da lei. Muitos homens não respeitam o direito das mulheres nos trens e as usuárias reclamam da falha na fiscalização dos agentes de segurança.

A doméstica Camila Barreto, de 22 anos, sai de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, de manhã cedo e segue até a Central do Brasil para ir de metrô até o bairro da Tijuca, na zona norte, onde trabalha. Ela opta pelo metrô por ser o transporte mais rápido, mas reclama do serviço exclusivo para as mulheres.

- O serviço está desorganizado. Os homens não respeitam o carro das mulheres e os agentes do metrô não enxergam isso.

A gerente de relações institucionais do Metrô Rio, Rosa Cassar, disse que a lei deve ser respeitada independentemente do número de passageiras.

- Mesmo que o vagão esteja ocupado por uma quantidade menor de mulheres, os homens devem respeitar a lei. A entrada deles é proibida.

Este projeto foi criado para evitar casos de assédio sexual e tumulto nas estações. Segundo o Metrô Rio, a concessionária está tomando uma série de providências para aumentar o mais rápido possível a oferta de lugares e atender a crescente demanda de passageiros. A empresa pretende ainda dobrar a capacidade de transporte do metrô carioca de 550 mil para um milhão de passageiros por dia.

Número de estações cresce, mas frota continua a mesma

O serviço de metrô foi construído pelo Estado do Rio de Janeiro há 30 anos e a construção de novas estações e a compra de novos trens era responsabilidade do Estado, enquanto a concessionária era responsável apenas pela administração e manutenção das linhas um e dois. Nos últimos anos, foram abertas três novas estações sem acréscimo de frota.

Em dezembro de 2007, a concessionária assinou com o Estado um novo contrato, que lhe permitiu fazer investimentos para expandir o transporte. Pelo novo acordo, a empresa está investindo R$ 1,15 bilhão na expansão do metrô carioca: já construiu a conexão direta Pavuna/Botafogo, acabando com a transferência na estação Estácio e reduzindo o tempo de viagem entre Pavuna e Centro. Além disso, o Metrô Rio está construindo duas novas estações: Cidade Nova (para 1º de novembro) e Uruguai (para 2014).

Freadas bruscas assustam passageiros

Os passageiros também têm reclamado das freadas bruscas no metrô. Constantemente, os condutores freiam o trem de repente e logo chega a informação pelo sistema de som: “Estamos aguardando a normalização do tráfego à frente”. Os usuários não entendem o porquê desta atitude.

A reportagem do R7 foi procurar uma explicação. Segundo Rosa Cassar, a linha um do metrô é monitorada por um sistema que se chama piloto automático. Quando este percebe qualquer obstrução na linha ou falha na comunicação que possa interferir na viagem, ele para automaticamente. Nestes momentos, o condutor faz uma rápida verificação e, ao constatar que não há nenhum impedimento que represente risco ao tráfego, a composição continua seu trajeto com segurança.

- Quando este piloto automático perde a sinalização, ou seja, quando ele deixa de receber alguma informação do sistema, seja porque alguma coisa foi encontrada na via ou por falha do próprio sistema, ele perde a conexão por uma fração de segundos. Automaticamente, o sistema freia o trem. Isso é uma medida de segurança, pois a operação está o tempo todo sendo monitorada.

Metrô Rio aponta principais reclamações

Apesar da maioria dos usuários do metrô reclamar das superlotações nos vagões, do calor no verão e da falta de respeito dos homens que insistem em viajar no carro exclusivo para as mulheres, segundo a concessionária Metrô Rio, as duas principais reclamações do último levantamento feito pela empresa são outros: erro de leitura do cartão pré-pago e atendimento do fiscal nas linhas de integração.

A empresa informou que trata todas as reclamações com atenção e que, no caso do cartão pré-pago, quando se identifica algum erro, o mesmo é trocado. No caso do atendimento dos fiscais das linhas de integração, as áreas responsáveis são notificadas para que estes funcionários sejam reorientados. Ainda de acordo com a concessionária, problemas de postura dos fiscais são mais frequentes em linhas operadas por empresas de ônibus parceiras.


 
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