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22 de Julho de 2014

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Jardineiro faz fotos da devastação do Vale
do Cuiabá para ajudar na reconstrução

Morador de localidade em Petrópolis sonha em voltar a ter vida feliz no lugar

Gabriela Pacheco, do R7, em Petrópolis | 20/01/2011 às 16h47

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Aos 49 anos, o jardineiro Luiz Fernando Teixeira observa a vila de casas destruídas na localidade conhecida como Ponto Final, no Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. O lugar foi devastado pelas chuvas da semana passada. Com sua máquina fotográfica, ele registra onde a destruição passou, para que na reconstrução de Cuiabá não se repita os mesmos erros.

- Tudo que a gente viveu dentro desse vale foi muito feliz. A primeira coisa que conferi se tinha conseguido salvar foram as minhas fotos. Eu quero estar presente, ver tudo isso reconstruído. Estamos filmando e tirando fotos para lembrar de tudo o que aconteceu.

Teixeira lembra a confusão inimaginável que foi a madrugada de quarta-feira (12).

- Acordei sem luz, peguei a lanterna e esperei a chuva passar. Comecei a ouvir os gritos. Fui ajudar meus parentes a irem até a minha casa, que fica em lugar mais alto. Várias pessoas foram chegando. Até as 15h, ficamos lá a espera de ajuda. Perdi sete pessoas da minha família. Ainda estou procurando meu irmão e a esposa dele.

O jardineiro, assim como vários outros sobreviventes, também perdeu o emprego, pois trabalhava em uma das pousadas destruídas da região. 

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja a galeria de fotos

Na sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com muitos feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes e localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.


 
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