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27 de Maio de 2016

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Jogo do Bicho: polícia apreende 39 computadores
da Beija-Flor; 44 são presos na ação

Entre os presos está o ex-prefeito de Teresópolis, Mário Trincano

Do R7 | 15/12/2011 às 18h41 | Atualizado em: 15/12/2011 às 19h40
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A Polícia Civil apreendeu na tarde desta quinta-feira (15) 39 computadores da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis durante a operação Dedo de Deus, que tem como objetivo reprimir a prática do jogo do bicho. Por volta das 18h20 desta quinta, 44 pessoas foram presas. A ação acontece no Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Pernambuco. Segundo a Polícia Civil, por volta das 18h20 desta quinta, foram cumpridos 39 dos 60 mandados de prisão. Cinco pessoas foram presas em flagrante.

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Ainda de acordo com a polícia, os computadores apreendidos serão analisados para verificar se há documentos que comprovem o envolvimento da escola de samba com o jogo do bicho.

Procurada pelo R7, a assessoria de impresa da Beija-Flor informou que todos os computadores, inclusive do departamento de criação, foram apreendidos, mas que isso não irá atrapalhar o esquema do Carnaval, já que a escola tem cópia de todos os arquivos.

Prisões e apreensões

Entre os presos está o ex-prefeito da cidade de Teresópolis, Mário Trincano, apontado como chefe do jogo ilegal na região serrana do Rio. Também foram presos dois policiais militares e um guarda municipal da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Além dos computadores, os agentes também apreenderam R$ 115 mil na Beija-Flor.  A polícia apreendeu ainda aproximadamente R$ 517 mil, oito carros, entre eles um Cadillac, assim como documentos e joias.

Dedo de Deus

De acordo com o delegado Glaudiston Galeano Lessa, da Coinpol (Corregedoria Interna da Polícia Civil), as investigações da operação Dedo de Deus começaram há um ano a partir de denúncias de comerciantes que estariam sendo coagidos a manter pontos de apostas do jogo do bicho em seus estabelecimentos.

- De acordo com as denúncias, policiais estariam participando dessa coação. Os policiais envolvidos com a quadrilha também atuavam na liberação de material e pessoas durante operações policiais e com o vazamento de informações sobre ações de combate ao jogo. Durante operações, eles apresentavam apenas material que não comprometiam os investigados e prendiam pessoas de pouca relevância na organização, liberando as pessoas realmente importantes.

O policial civil que teve a prisão decretada trabalhava na Delegacia de Vilar do Teles (64ª DP). Até o meio-dia ele não havia sido encontrado. Já o guarda municipal estava cedido e trabalhava na Delegacia de Duque de Caxias (59ª DP). Entre os chefes do jogo que tiveram a prisão decretada, apenas o ex-prefeito de Teresópolis foi preso.

Os outros contraventores do jogo procurados são presidente de honra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, o Anísio, que atuava na Baixada Fluminense, principalmente em Nilópolis, Mesquita e Queimados; Hélio Ribeiro, que é presidente administrativo da escola de samba Grande Rio e atua na área de Duque de Caxias, também na baixada;  Iude Soares, que também é ligado à Grande Rio e age na mesma região; além de Luizinho Drumond, que é responsável pela exploração do jogo na Leopoldina e zona portuária.

O delegado Glaudiston também explicou que a quadrilha era dividida em seis células, que agiam nas regiões de Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Petrópolis, Nilópolis e Teresópolis. O grupo movimentava dezenas de milhares de reais por mês.

- As pessoas que tiveram a prisão decretada pertencem ao primeiro escalão da organização e que também  atuam como intermediários até os apontadores. São pessoas que agem na parte administrativa e logística da quadrilha, como responsáveis por centrais de apuração, pessoas que levavam e distribuíam materiais, entre outras atividades.

Todas as pessoas presas vão responder pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, formação de quadrilha e jogo de bicho.

O delegado Felipe do Vale, da Coinpol explicou que o ex-prefeito de Teresópolis mantinha o monopólio do jogo na região Serrana e que ele e Anísio, patrono da Beija-Flor de Nilópolis, mantinham até negócios em comum.

As buscas acontecem em vários bairros do  Rio de Janeiro, como Copacabana, na zona sul, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Policiais também foram ao barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, na zona portuária.

Por volta das 6h45, um helicóptero blindado da polícia civil parou sobre uma luxuosa cobertura em Copacabana e os policiais desceram até o imóvel.

Participam da operação cem delegados, cinco promotores de Justiça e mais de 700 agentes da Polícia Civil.

Assista aos vídeos:  


 
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