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27 de Maio de 2016

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Jogo do bicho: polícia prende 37 e
apreende R$ 500 mil em dinheiro

Dois policiais militares e um guarda municipal da cidade de Duque de Caxias foram presos

Marcelo Bastos, do R7 | 15/12/2011 às 12h58
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Até o meio-dia, 37 pessoas já haviam sido presas na operação Dedo de Deus da Polícia Civil contra o jogo do bicho, desencadeada nesta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Pernambuco.  Dois policiais militares e um guarda municipal da cidade de Duque de Caxias foram presos. Um policial civil está foragido. Ao todo, foram decretados 60 mandados de prisão. Entre os presos está o ex-prefeito da cidade de Teresópolis, Mário Trincano, apontado como chefe do jogo ilegal na região serrana do Rio.

Veja fotos da operação Dedo de Deus

Chefes manipulam resultados para evitar prejuízos

Os agentes também apreenderam aproximadamente R$ 517 mil, oito carros, entre eles um Cadillac, além de dezenas de computadores, documentos e joias. Apenas no barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis foram encontrados R$ 115 mil.

De acordo com o delegado Glaudiston Galeano Lessa, da Coinpol (Corregedoria Interna da Polícia Civil), as investigações da operação Dedo de Deus começaram há um ano a partir de denúncias de comerciantes que estariam sendo coagidos a manter pontos de apostas do jogo do bicho em seus estabelecimentos.

- De acordo com as denúncias, policiais estariam participando dessa coação. Os policiais envolvidos com a quadrilha também atuavam na liberação de material e pessoas durante operações policiais e com o vazamento de informações sobre ações de combate ao jogo. Durante operações, eles apresentavam apenas material que não comprometiam os investigados e prendiam pessoas de pouca relevância na organização, liberando as pessoas realmente importantes.

O policial civil que teve a prisão decretada trabalhava na Delegacia de Vilar do Teles (64ª DP). Até o meio-dia ele não havia sido encontrado. Já o guarda municipal estava cedido e trabalhava na Delegacia de Duque de Caxias (59ª DP). Entre os chefes do jogo que tiveram a prisão decreta, apenas o ex-prefeito de Teresópolis foi preso.

Os outros contraventores do jogo procurados são presidente de honra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, o Anísio, que atuava na Baixada Fluminense, principalmente em Nilópolis, Mesquita e Queimados; Hélio Ribeiro, que é presidente administrativo da escola de samba Grande Rio e atua na área de Duque de Caxias, também na baixada;  Iude Soares, que também é ligado à Grande Rio e age na mesma região; além de Luizinho Drumond, que é responsável pela exploração do jogo na Leopoldina e zona portuária.

O delegado Glaudiston também explicou que a quadrilha era dividida em seis células, que agiam nas regiões de Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Petrópolis, Nilópolis e Teresópolis. O grupo movimentava dezenas de milhares de reais por mês.

- As pessoas que tiveram a prisão decretada pertencem ao primeiro escalão da organização e que também  atuam como intermediários até os apontadores. São pessoas que agem na parte administrativa e logística da quadrilha, como responsáveis por centrais de apuração, pessoas que levavam e distribuíam materiais, entre outras atividades.

Todas as pessoas presas vão responder pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, formação de quadrilha e jogo de bicho.

O delegado Felipe do Vale, da Coinpol explicou que o ex-prefeito de Teresópolis mantinha o monopólio do jogo na região Serrana e que ele e Anísio, patrono da Beija-Flor de Nilópolis, mantinham até negócios em comum.

As buscas acontecem em vários bairros do  Rio de Janeiro, como Copacabana, na zona sul, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Policiais também foram ao barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, na zona portuária.

Por volta das 6h45, um helicóptero blindado da polícia civil parou sobre uma luxuosa cobertura em Copacabana e os policiais desceram até o imóvel.

Participam da operação cem delegados, cinco promotores de Justiça e mais de 700 agentes da Polícia Civil.

Assista aos vídeos:  


 
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