R7 - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

1 de Novembro de 2014

Notícias

Juiz nega mais uma vez pedido de
liberdade para pai de Joanna

Todas as testemunhas de acusação foram ouvidas em cinco horas de audiência

Cláudia Alcântara, do R7 | 17/01/2011 às 20h25
Publicidade

O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, do 3º Tribunal do Júri, negou mais uma vez a liberdade do técnico Judiciário Andre Rodrigues Marins, acusado da morte da filha Joanna Marins. A decisão foi tomada depois de uma audiência de cinco horas, onde duas testemunhas de acusação e três testemunhas de defesa prestaram depoimento.

Depois de ouvir as últimas testemunhas de acusação - o legista Sérgio Cunha, perito do (Grupo de Apoio Tático Especializado) do Ministério Público, e a neuropediatra Ana Paula Fernandes – e as três primeiras da defesa – a psicóloga do Ministério Público Jaqueline Miniervino de Almeida, e as neuropediatras Lia Pires de Moura Campos e Laís de Carvalho Pires – o juiz agendou para o próximo dia sete de fevereiro a próxima audiência onde outras testemunhas de defesa devem prestar depoimento. Ao todo a defesa tem 16 testemunhas e seis informantes.

Os depoimentos das neurologistas foram os mais rápidos da audiência, as duas foram ouvidas em menos de 50 minutos. As duas médicas, mãe e filha, foram arroladas no processo porque tinham sido chamadas pela avó paterna de Joanna para analisarem o quadro médico da menina no dia 15 julho. Uma consulta foi agendada para o dia 19 de julho, mas como a menina voltou a ser internada nesse dia a consulta foi cancelada.

Quando acabou a audiência um grupo de amigos e parentes de Joanna, vestindo uma blusa com uma foto, vaiaram Marins ao sair do Tribunal. Abalada, a mãe de Joanna, a médica Cristina Marcenal Fernandes, desabafou quando acabou a audiência.

- Ela ficou esse tempo todo sofrendo e eu não pude fazer nada.

Relembre o caso

A menina Joanna, suspeita de ter sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.

A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina de maus-tratos, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.

Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca. .

A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.


 
Veja Relacionados:  caso joanna, audiência
caso joanna  audiência 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!
RSS