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20 de Agosto de 2014

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Mãe denuncia vazamento de foto de criança cortada ao meio na baixada

Imagem de Carlos Eduardo morto em hospital teria sido divulgada por enfermeira

Bruno Rousso, do R7 | 25/02/2013 às 01h42

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Aline Souza Costa, de 28 anos, viu sua vida virar do avesso ao perder o filho de dez anos em 1º de outubro do ano passado. Carlos Eduardo Souza Costa foi atropelado e partido ao meio por um trator, enquanto brincava com amigos num terreno da rua Pernambuco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Não bastasse a dor pela morte do primogênito, ela descobriu, semanas depois, que imagens do corpo da criança circulavam na vizinhança. Um menino de 12 anos, amigo de seu filho, lhe mostrou no celular uma foto. Cadu aparecia morto em cima de uma mesa cirúrgica do Hospital Geral da Posse, no mesmo município.

Aline procurou a unidade de saúde e disse ter ouvido de funcionários que a foto foi tirada por uma enfermeira. A mulher teria intenção de vendê-la.

— Você não imagina a minha dor, quando vi aquele menino me mostrando a foto. Eu vi meu filho ali, sem as pernas. Todo mundo aqui da vizinhança viu o meu filho naquele estado depois que essa foto começou a rodar por aí.

Revoltada, Aline voltou ao hospital para procurar a enfermeira. Não encontrou ninguém. Sem respostas, ela pensa em entrar na Justiça para descobrir a identidade da possível responsável pelo vazamento.

— Eu procurei a tal enfermeira lá e não me deram o nome dela. Não quiseram me falar de jeito nenhum. Eu vou ter que buscar meus direitos na Justiça e saber quem é esse monstro que tentou tirar proveito de uma tragédia.

A reportagem procurou a assessoria do hospital da Posse desde sexta-feira (22), mas não foi atendida. O R7 também tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve retorno.

Cinco meses após, inquérito não foi concluído

Quase cinco meses se passaram desde a morte do menino Carlos Eduardo. A mãe e a avó da criança vivem cercadas por sensação de impunidade. A revolta aumentou ao tomarem conhecimento de que o inquérito, que geralmente se encerra em 30 dias, não foi concluído até hoje.

Aline e a mãe, Marisa Azevedo Costa, 51 anos, dedicam quase todo o tempo que têm a colher e juntar informações que possam apontar um rumo definitivo às investigações. Segundo a avó de Cadu, encontrar o culpado seria a única forma de minimizar a dor por não ver mais o neto subindo em árvores e correndo pelo quintal.

— Quando você vê a Justiça, pelo menos dá um conforto, é sinal de que ele não morreu em vão. Mas a gente não vê nada, estamos no chão, não conseguimos mais andar para frente, não conseguimos respirar, parece que estamos sufocadas o tempo todo.

O R7 procurou a Polícia Civil no final da tarde de quinta-feira (21), mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno sobre a insatisfação da família de Cadu quanto às investigações.


 
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