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27 de Maio de 2012

Notícias

Mais de 10 mil pessoas voltam para
casa em Santo Antônio de Pádua

Cidade, porém, ainda tem cerca de 300 pessoas desabrigadas

Do R7 | 06/01/2012 às 14h47

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Com a diminuição do nível de água do rio Pomba, nesta sexta-feira (6), o município de Santo Antônio de Pádua, no interior do Estado do Rio de Janeiro, já não registrava desalojados no início da tarde, segundo a Defesa Civil.

Fotos: veja imagens do rompimento do dique em Campos

A cidade chegou a ter 12 mil pessoas fora de casa até quinta-feira (5) por causa da enchente. O município, porém, continua com 300 desabrigados por conta do temporal que teve início no fim de 2011.
 
As vítimas da enxurrada que voltaram para suas casas nesta sexta se concentram agora na limpeza e higienização das casas, móveis, roupas. Em alguns lugares, a água chegou a 2m.
 
Pádua está entre os seis municípios fluminenses que decretaram situação de emergência após as enchentes provocadas pela chuva. Os outros são Laje do Muriaé, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira e Miracema.

Pessoas não deixam casas em Campos

Cerca de 500 famílias (2.000 pessoas) continuavam nas lajes de suas casas no bairro Três Vendas, em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio de Janeiro, no início da tarde desta sexta-feira (6). No local um dique natural formado às margens da BR-356 (que liga Campos a Itaperuna) se rompeu na quinta-feira (5) e as águas do rio Muriaé invadiram a comunidade de aproximadamente 4.000 moradores.

Metade da população teme deixar o local e se acomoda nas lajes e no segundo andar das casas. O principal temor é que ocorram saques nas residências. É o caso de Clarisse Gomes. Ela se negou a sair da casa que teve todo o primeiro andar inundado.

- Não abandono minha casa porque tenho medo de ser saqueada. Na última enchente [em 2008], invadiram a minha casa e roubaram as coisas que não foram destruídas com a água.

Clarisse, assim como outros moradores, disse ainda que nem sem luz ela sai de casa.

- Não quero nem pensar nessa situação, mas não vou deixar minhas coisas aqui.

No final da manhã desta sexta-feira, o subsecretário de Defesa Civil de Campos, major Edson Pessanha, informou que o fornecimento de energia seria suspenso.

- A água está chegando à altura dos relógios de luz, e há risco de choque elétrico.

  Sofia, de quatro anos, filha de Clarisse, disse que não quer sair de casa. Da varanda, espremida entre os inúmeros móveis que foram levados para o segundo andar, ela grita pedindo ao subsecretário para não deixar sua família sem luz.

- Não desliga não!

De acordo com major Pessanha, a expectativa é que mais pessoas saiam das lajes quando a energia for desligada.

Na casa de Clarisse, que tem dois andares, estão mais três famílias com seus pertences.

- Além de tomar conta das minhas coisas, também estou guardando os pertences de outras pessoas, que precisam sair para trabalhar.

Festa de aniversário ameaçada

A preocupação de Sofia é com a festinha de aniversário. A menina completa cinco anos na próxima terça-feira (10) e mãe já tinha providenciado todos os preparativos.

- Já tínhamos comprado tudo e arrumado. A festa vai ser na casa da minha sogra, que também mora aqui [em Três Vendas]. Se a água baixar a festa vai ser mantida.

O major Pessanha avisou que a água deve se manter na região por muito tempo. Para o coordenador regional da Defesa Civil Estadual, coronel Moacyr Pires, o perigo é que as casas podem não suportar muito tempo e acabar desabando com o peso e a força da água.

- Não conhecemos as estrutura dessas casas, muitas são simples e podem não suportar o peso de todos os pertences e das pessoas no teto.

Coronel Pires informou que já montou cinco barracas na área alta de uma estrada de terra próxima à localidade e tem mais 250 para atender a população. Ele também entregou nesta sexta-feira 700 colchonetes, 500 cestas básicas e 10 mil litros de água para as vítimas.

A previsão é de mais chuva forte no fim de semana, principalmente no sábado (7), e o Estado todo ficará em alerta máximo

Assista ao vídeo:

35 mil desalojados e desabrigados

O Estado do Rio de Janeiro tem ao menos 34.890 pessoas desabrigadas e desalojadas por causa da chuva que atinge principalmente as regiões norte, noroeste e serrana desde o fim do ano passado. As informações foram divulgadas no início da noite de quinta-feira pela Defesa Civil Estadual, segundo o boletim das 19h.

Santo Antônio de Pádua tem 12 mil desalojados e 300 desabrigados. Itaperuna tem 7.000 desalojados e 120 desabrigados. Laje do Muriaé tem 2.500 desalojados, cem desabrigados e uma morte. Aperibé tem 600 desalojados e nove desabrigados. Italva tem 600 desalojados e 90 desabrigados. Cardoso Moreira tem 1.235 desalojados e 619 desabrigados. Cambuci tem 310 desalojados e 80 desabrigados. Campos tem cerca de 3.000 desalojados e 592 desabrigados. São Fidélis tem 283 desalojados e 52 desabrigados.

Seis municípios decretaram situação de emergência após as enchentes provocadas pela chuva: Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira e Miracema.


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