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22 de Novembro de 2014

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Mais de 70% das cidades do Rio correm risco de deslizamentos em dias de chuva

Pelo menos 36 mil moradores estão ameaçados pelas enxurradas de verão no Estado

Carlyle Jr., do R7 | 08/01/2013 às 00h21

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As chuvas de verão, que já devastaram o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, nos primeiros dias do ano, ainda podem provocar tragédias em mais de 70% das cidades do Rio. Um estudo do Serviço Geológico do Rio, do DRM (Departamento de Recursos Minerais), mostra que as enxurradas podem levar abaixo encostas de 67 dos 92 municípios do Estado.

Em 49 cidades fluminenses, mais de 36 mil moradores correm o risco de perder suas casas em dias de chuva. O levantamento, que começou em 2010 e deve ser finalizado em junho deste ano, revela que há casos de municípios que têm mais de 200 pontos de deslizamentos. Em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, na região serrana, a ameaça bate à porta de moradores até mesmo com chuvas fracas.

Arrasadas por temporal em janeiro de 2011, as três cidades ainda não se recuperaram por inteiro. Em todas as partes, ainda há marcas do maior pesadelo já enfrentado pela serra fluminense, que deixou mais de 900 mortos e centenas de desaparecidos.

Os pontos de deslizamento também passam de 200 em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. Lá, a chuva matou 53 pessoas em pleno Réveillon de 2010. Em Niterói, que viveu o drama das vítimas do morro do Bumba em abril do mesmo ano, as chances de escorregamentos de encostas são preocupantes.

Caxias: 98 áreas de risco

O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde uma enxurrada matou duas pessoas e deixou outras centenas desalojadas e desabrigadas no distrito de Xerém, também corre o risco de ter suas encostas levadas pela fúria das águas. O mapeamento mostra que há 98 pontos de risco no município, que ainda não conta com sirenes de alerta, como na região serrana e na capital.

 O cenário é bem parecido em grande parte das 13 cidades da Baixada Fluminense. Em São João de Meriti, quase 1.900 pessoas vivem próximas a 82 áreas com risco de deslizamento.

Em 18 municípios, incluindo as cidades marcadas pelas tragédias das chuvas, o mapeamento de casas e populações ameaçadas ainda não terminou. Além disso, a capital fluminense e a região dos Lagos ainda estão de fora do levantamento. Isso significa que mais moradores podem estar em perigo em todo Estado.

Na cidade do Rio, um levantamento da Geo-Rio (Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro), de 2010, identificou 117 pontos de risco nas encostas do Maciço da Tijuca, onde estão debruçadas comunidades como a do Salgueiro e dos Macacos.

O presidente do DRM, Flavio Erthal, explica que o resultado do estudo pode ajudar as prefeituras a elaborarem planos de prevenção de acidentes. De acordo com ele, algumas áreas podem passar por grandes obras de contenção de encostas, o que pode devolver a tranquilidade dos moradores. No entanto, segundo ele, há situações em que a remoção das famílias é a única saída.

— Por meio desses estudos, as prefeituras podem adotar medidas como sistema de alerta de sirenes, rota de fuga, abrigos ou até remoção de moradores. Além disso, há a necessidade de treinar os serviços de Defesa Civil dos municípios.


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