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20 de Setembro de 2014

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Massacre Realengo 2 anos: famílias homenageiam vítimas com grafite em muro de escola

Associação criada por mães de vítimas irá realizar atividades educativas

Do R7 | 07/04/2013 às 01h00
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Há exatos dois anos, 12 crianças foram mortas a tiros na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Para homenagear as vítimas do massacre de Realengo, como o episódio ficou conhecido, amigos e familiares vão se reunir neste domingo (7) em atividades educativas para os moradores da região.

Em 7 de abril de 2011, o atirador Wellington Menezes de Oliveira, que à época tinha 23 anos, fingiu ser um palestrante para entrar na escola, onde ele era ex-aluno. Ao chegar em uma sala de aula cheia de estudantes, o jovem disparou contra as crianças.

Menezes só parou de atirar após ser atingido por um disparo de um  policial militar. Logo após o confronto, ele se matou atirando contra a própria cabeça. Segundo a irmã adotiva de Menezes, o rapaz sofria bullying na escola, o que, segundo investigações da polícia, teria motivado o crime.

Segundo Adriana da Silveira, presidente da Associação dos Anjos de Realengo - formada por mães que perderam os filhos na tragédia -, as atividades deste domingo serão para promover a paz.

— Espero que a sociedade acorde. As atividades de domingo são uma iniciativa para incentivar a paz e a cidadania entre as pessoas.

A atividade começa às 9h30, com uma missa na igreja Nossa Senhora de Fátima, em Realengo. Depois, o muro da escola Tasso da Silveira será grafitado com frases das vítimas, além de desenhos de anjos.

Enquanto o muro é pintado, um documentário sobre o tráfico de armas será exibido na Igreja Presbiteriana, que fica em frente ao colégio. Lá, crianças poderão trocar brinquedos de armas por brinquedos educativos. Às 15h, uma carreta vai percorrer o bairro, com frases incentivando a paz e o fim do bullying nas escolas.

A associação tem o objetivo de identificar em crianças e jovens de escolas possíveis distúrbios comportamentais para, em conjunto com os médicos e psicólogos, tratar o mais cedo possível do problema. Segundo a presidente da entidade, uma carta pedindo psicólogos para as escolas será entregue ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assim que houver disponibilidade na agenda da prefeitura.

Colaborou Camille Cardoso, do R7 Rio


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