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25 de Outubro de 2014

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Milícia de Duque de Caxias matou ao menos 4
testemunhas desde 2010, diz Ministério Público

Assassinatos aconteceram após alguns dos suspeitos presos serem libertados

Do R7, com Rede Record | 07/03/2012 às 10h28
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A milícia que atua em bairros de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desarticulada durante uma operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (7), é suspeita de assassinar pelo menos quatro testemunhas, desde a primeira ação contra o grupo, ocorrida em dezembro de 2010. As informações são do Ministério Público.

No dia 27 de janeiro de 2011, o sargento reformado da PM Nelson Franco Coutinho foi morto a tiros de fuzil e pistola no bairro Jardim Gramacho, área de atuação da milícia. Ele era informante da polícia e, dias antes de ser morto, procurou investigadores sob alegação de estar sendo ameaçado pelos milicianos.

No dia 5 de fevereiro do mesmo ano, foi a vez de Lucas José Antônio ser assassinado. Ele era testemunha importante em um processo contra os milicianos. Ele foi morto em frente ao seu estabelecimento comercial, no bairro São Bento. Lucas foi coagido por emissários de dois vereadores presos, exigindo que ele negasse as declarações que havia prestado na Delegacia de Campos Elíseos (60ª DP).

O Ministério Público não forneceu dados sobre a terceira vítima, no entanto, no dia 19 de janeiro deste ano, foi morta a quarta testemunha da operação Capa Preta, desencadeada em 2010. Alex José do Carmo foi morto com pelo menos dez tiros no bairro Parque Fluminense. Alex havia dado detalhes à polícia sobre o modo de atuação da quadrilha.

As mortes aconteceram pouco depois de 30 suspeitos presos na operação Capa Preta terem sido soltos. Para o MP, as mortes foram encomendadas pela cúpula do grupo, já que seus advogados têm acesso aos autos e descobrem, por exemplo, os nomes das testemunhas.

Apenas quatro suspeitos permaneceram presos. No último dia 2, a quinta turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido de liberdade para um dos vereadores, conhecido como Chiquinho Grandão. Ele está no presídio federal de Campo Grande (MS).

No último dia 15, foi a vez de a Justiça negar a liberdade para outro vereador preso durante a operação Capa Preta. Conhecido como Jonas É Nóis, ele também está preso em Campo Grande (MS).

Durante a operação desta quarta-feira (7), pelo menos 13 pessoas foram presas até as 10h, entre elas oito PMs e um fuzileiro naval. Ao todo, foram expedidos pela Justiça 25 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão. Entre os procurados estão 11 PMs, um deles oficial, um comissário de Polícia Civil, além de integrantes das Forças Armadas: um fuzileiro naval e um sargento do Exército.


 
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