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19 de Dezembro de 2014

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Milícias de Nova Iguaçu travam disputa
sangrenta por territórios, diz polícia

Grupos denunciam rivais para provocar prisões e enfraquecer inimigos

Marcelo Bastos, do R7 | 02/12/2011 às 17h22
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Milícias que atuam nos bairros da Palhada, Cabuçu e Valverde, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, travam uma disputa sangrenta pelo controle de territórios, segundo a polícia. Nesta sexta-feira (2), uma operação da Delegacia de Comendador Soares (56ª DP) e da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) prendeu dois homens que estavam com uma pistola. Outros dois homens que tiveram a prisão decretada continuam foragidos.

Segundo o delegado Delmir da Silva Gouveia, da 56ª DP, há inúmeros homicídios na região que são atribuídos às milícias e algumas testemunhas já identificaram os autores por fotos. Segundo ele, na região há várias pequenas milícias, formadas por dez ou 15 policiais em média.

- Em setembro, um PM foi morto a tiros por um grupo de milicianos rivais. No último fim de semana, um casal foi morto. Temos informações de que o homem era envolvido com uma milícia e estaria denunciando a atuação de rivais. Já a mulher, teria morrido apenas por estar com o alvo dos assassinos.

O delegado revelou que a guerra de denúncias é uma tática usada pela milícia para enfraquecer os rivais e provocar prisões.

- Isso é muito comum entre eles. Um deles faz uma denúncia dizendo que o rival tem um plano para matar o delegado. Assim, espera que a polícia investigue o rival e o prenda. O outro denuncia a ação de rivais na exploração de serviços, como TV a cabo clandestina e venda de gás. Como a polícia tem atuado e feito prisões, essas denúncias provocam raiva e as os homicídios entre eles têm ocorrido com frequência. Quem não concorda com a atuação deles também pode virar alvo das quadrilhas.

Segundo o delegado, os milicianos vendem botijões de gás por preços muito acima do valor cobrado pelo mercado. Enquanto a média de preço não chega a R$ 40 por botijão, os milicianos vendem a R$ 45. As pessoas não têm opção e são coagidas a comprar com eles.

Durante a prisão de Leandro Campos Marques, o Grampo, e de Michel dos Santos Azevedo, nesta sexta-feira, no bairro da Palhada, uma pistola calibre 40 foi apreendida. O delegado Ricardo Barboza, da DHBF, investiga pelo menos dez assassinatos que podem ter sido cometidos com a arma apreendida.


 
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