Perícia realizada pelo Exército constatou disparo em arma usada por sargento
Evelyn Moraes, do R7 | 18/11/2010 às 14h08 | Atualizado em: 18/11/2010 às 15h30O delegado Fernando Veloso, titular da Delegacia do Leblon (14ª DP), disse na manhã desta quinta-feira (18) que o militar suspeito de atirar contra um jovem, em um parque no Arpoador após a Parada Gay, no último domingo, confessou o crime. Inquérito aberto pelo Exército sugeriu a prisão preventiva dele e de outro militar envolvido no caso. Os dois sargentos estão presos no Forte de Copacabana desde a manhã desta quinta.
Segundo o delegado, além da confissão, uma perícia realizada pelo Exército constatou que um tiro foi disparado pela pistola do sargento. Ainda segundo a polícia, o militar colocou outra munição no lugar para tentar dificultar a investigação.
Veloso disse que os três militares envolvidos no caso podem ser indiciados por tentativa de homicídio qualificado. Nesta tarde, o rapaz baleado e outras duas testemunhas vão fazer o reconhecimento dos militares.
Uma das testemunhas, um menino de 16 anos, esteve na delegacia nesta manhã e disse ter visto os militares agredindo o seu amigo, que foi baleado.
- Ele disse que o meu amigo era uma vergonha para a sociedade e que deveria morrer. Uma pessoa que deveria nos proteger, fez uma coisa dessas. Não conseguimos ver de onde eles vieram.
Uma tenente, oficial de dia, quando o rapaz foi agredido, disse não ter conhecimento de que os militares foram até o parque Garota de Ipanema.
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