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30 de Outubro de 2014

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Homem morto por traficante que pediu desculpa à família é sepultado neste sábado

Bandido em fuga invadiu a casa dele, atirou em outros 2 e pediu desculpa antes de fugir

Do R7 | 06/10/2012 às 10h58
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O corpo de Ezequias Aquino Alves, que morreu na sexta-feira (5) após ser baleado por bandidos dentro da própria casa, no morro do Chaves, em Barros Filho, na zona norte do Rio de Janeiro, vai ser enterrado neste sábado (6), no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo, no Caju, na zona portuária. Ele, a mulher e o filho de 18 anos foram baleados durante perseguição de um traficante a um bandido rival que invadiu a casa da família.

Segundo a Polícia Militar, traficantes do vizinho morro da Pedreira, também em Costa Barros, tentaram invadir o morro do Chaves. As duas comunidades são controladas por facções criminosas rivais.

Um bandido que estava fugindo de outro entrou na casa da família para tentar se esconder. O criminoso que o perseguia também invadiu a residência e fez vários disparos, atingindo não só o suspeito, que morreu na hora, como também outros dois moradores.

Ainda de acordo com a PM, o atirador fugiu carregando o corpo do rival, mas antes de sair, pediu desculpa aos moradores baleados.

As três vítimas foram levados para o PAM (Posto de Atendimento Médico) de Irajá. Alves não resistiu aos ferimentos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a mulher e o filho dele levaram tiros de raspão e foram liberados na manhã de sexta-feira, após serem medicados.

A DH (Divisão de Homicídios) assumiu as investigações do caso e informou que não irá se pronunciar para não atrapalhar as investigações.

O morro do Chaves é controlado pela maior facção criminosa do Rio, que tinha seu principal reduto no Complexo do Alemão, na zona norte. Já o morro da Pedreira é dominado pelo grupo que tinha a Rocinha, em São Conrado, zona sul, como uma espécie de quartel-general.

Há alguns meses, traficantes da Pedreira tentam tomar o controle do Chaves. Segundo o comandante do Batalhão de Irajá (41º BPM), tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, o interesse dos rivais é estratégico.

Caso consigam tomar o controle do Chaves, traficantes da Pedreira teriam uma espécie de corredor para praticar crimes, que iria do Complexo da Pedreira, que inclui os morros da Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros, até a avenida Brasil, onde fica o morro do Chaves. A região, assim como a Rua Lepoldo Bulhões, no complexo de Manguinhos, também passou a ser chamada de Faixa de Gaza por causa dos altos índices de violência.

Além de um terrirório grande para cometer crimes, os traficantes poderiam circular sem a preocupação com rivais e teriam mais uma comunidade para se esconder. Em junho, durante uma tentativa de invasão, três traficantes foram mortos.

Há uma semana, traficantes da Pedreira tentaram invadir o morro Jorge Turco, em Rocha Miranda. Dois traficantes morreram.


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