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2 de Setembro de 2014

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Moradores de Areal sofrem
com as consequências da chuva

Cerca de 1.400 pessoas precisaram ser levadas para abrigos improvisados

Cláudia Alcântara, do R7 em Areal | 18/01/2011 às 13h22

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O município de Areal, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, também sofreu com as fortes chuvas que atingiram a cidade. A situação piorou depois que as três comportas da represa do Morro Grande precisaram ser abertas. O alto volume de água fez com que os rios afluentes transbordassem e atingissem 50 residências do município.

De acordo com dados da prefeitura, cerca de 1.460 pessoas precisaram ser desalojadas e estão acomodadas em cinco escolas da cidade. A prefeitura continua o cadastro dessas pessoas para o aluguel social ao mesmo tempo em que vistoria as casas.

Dona Manuelina Soares teve a casa interditada pela prefeitura por apresentar grandes rachaduras na estrutura. Ela foi cadastrada para receber o aluguel social mas continua morando no local.

- Estou vivendo na casa rachada porque vou sair pra onde? Toda minha família também foi desalojada e na casa de outras pessoas não tem espaço.

Dona Viviane Cruz vive uma situação semelhante. Ela não dorme em casa, mas durante dia passa o tempo todo cuidando da residência.

- Venho todos os dias cuidar da minha casa, mas de noite durmo na casa de amigos. Já o meu pai não tem pra onde ir e dorme na varanda, que é a parte mais segura.

Os moradores do bairro Amazonas, uma dos mais atingidos de Areal, estão sem abastecimento de água potável. Para amenizar a situação, a prefeitura está fornecendo água através de caminhões pipa. Um alívio para a doméstica Andréia Ferreira, que não tinha onde lavar roupas.

- Graças a Deus a água chegou. Eu estava lavando as roupas com água da chuva. Perdi roupas que ainda não tinha pagado.

casa

Na casa de Viviane a lama subiu até o teto e estragou toda a mobília da residência. Foto: Cláudia Alcantara / R7

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro dia 11 deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja a galeria de fotos

Na sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com muitos feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes e localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.


 
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