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24 de Novembro de 2014

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Morte de menino de 6 anos em Barra do Piraí faz lembrar 'feras' da Penha e Baixada

Suspeita teria um relacionamento amoroso com o pai da vítima, segundo a polícia

Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo | 27/03/2013 às 01h00
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A morte do menino João Felipe Eiras Sant'Ana Bichara, de 6 anos, em Barra do Piraí, no sul fluminense, assemelha-se a outros dois assassinatos de crianças ocorridos no Estado do Rio. A suspeita de matar a criança na noite de segunda-feira (25) é a manicure da mãe do menino. Segundo o  delegado José Mário Salomão, da delegacia de Barra do Piraí (88ª DP), uma das hipóteses para o crime seria vingança, já que a suspeita Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo não se conformava com o fim do relacionamento amoroso que ela tinha com o pai do menino.

Ainda segundo a polícia, o menino foi levado da escola por uma mulher que fingiu ser sua madrinha. Quando a família da vítima descobriu o sumiço do menino, horas depois, a própria suspeita se ofereceu para ajudar na busca da criança. Após a polícia descobrir o que o menino estava na casa da manicure, dentro de uma mala, Suzana confessou o crime e foi presa.

O primeiro caso semelhante ocorreu em 1960, no bairro da Penha, zona norte da capital. A comerciária Neide Maria Lopes, então com 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo em uma estação de trem e os dois começaram a namorar. Ela não sabia que Antônio era casado e tinha duas filhas e, após a descoberta, decidiu se vingar. Aproximou-se da mulher de Antônio, Nilza, e começou a frequentar a casa deles. Lá, conheceu a filha mais velha do casal, Tania, de quatro anos. Em 30 de junho de 1960, Neide telefonou para a escola onde a menina estudava, levou-a a um matadouro de animais próximo e a matou com um tiro à queima-roupa. Em seguida, ateou fogo ao corpo de Tania. A mulher foi condenada a 33 anos de prisão, e foi solta após 15 anos por bom comportamento. Ela ficou conhecida como "Fera da Penha".

Em 2 de março de 2011, a menina Lavínia Azevedo de Oliveira, de seis anos, foi morta estrangulada por Luciene Reis Santana, de 24, no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A criança era filha do ex-amante de Luciene, Rony dos Santos de Oliveira. Decidida a se vingar do amante, que terminara o relacionamento, Luciene foi à casa dele de madrugada, entrou sem ser notada e raptou a criança. Ela vestiu a menina com as roupas de uma suas filhas, antes de levá-la ao hotel e estrangulá-la com um cadarço de tênis. Lavínia foi achada morta horas depois, na cama do hotel. Apelidada de "Fera da Baixada" devido à semelhança com o crime de 1960, Luciene foi condenada em março do ano passado a 43 anos de prisão.

Manicure se passou por mãe da criança

De acordo coma polícia, o menino havia desaparecido no início da tarde de segunda-feira (25). Ele havia sido levado da escola por uma mulher que se passou por madrinha dele. Para conseguir pegar a criança, ela ligou para a unidade se passando por mãe do menino.Ao falar com funcionários, ela comunicou que a madrinha de João Felipe iria ao local pegá-lo para fazer exames.

Como ninguém desconfiou de nada, a mulher foi à escola pegou a criança e foi embora de táxi. A família só soube que o menino não estava na escola uma hora depois. Desesperados, o pais acionaram a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Depois de raptar a João Felipe, Suzana teria levado o menino para um hotel no centro de Barra do Piraí, onde o teria sufocado com uma toalha. Depois do crime, o corpo da criança teria sido levado para a casa dela, em uma mala. Foi lá que a polícia encontrou a vítima, após investigações.

Enquanto a família procurava a criança, a suspeita chegou a ir a casa dos pais de João Felipe se oferecendo para ajudar. Segundo a polícia, ela disse que ficaria no local para atender o telefone, caso os pais quisessem sair para procurar o menino.

Depois que o corpo foi descoberto na casa dela, a mulher confessou o crime e foi presa. Na delegacia, ela deu várias versões. Segundo os agentes, numa delas, ela teria dito que praticou o crime por que precisava de dinheiro. No enanto, a polícia trabalha com a hipótese de vingança.

João Felipe era neto do professor Heraldo Bichara, que já foi secretário de Educação da cidade. Ele já havia perdido a filha assassinada há alguns anos.

 


 
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