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27 de Maio de 2016

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No estilo Guerra ao Terror, esquadrão antibombas
recebe novas tecnologias para Copa e Olimpíada

Rio terá detector de explosivos e aparelho que impede ativação remota de bombas

Bruno Rousso, do R7 | 29/04/2012 às 05h40
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O esquadrão antibombas da Polícia Civil do Rio receberá até o fim de 2013 novos equipamentos para combate a possíveis tentativas de atentado durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. As máquinas e aparatos de proteção contam com tecnologia avançada no melhor estilo Guerra ao Terror, filme que retrata a rotina de agentes do Exército americano na guerra do Iraque. O longa-metragem ganhou seis estatuetas do Oscar em 2010 — incluindo melhor filme.

O investimento total, que será feito pouco a pouco até as vésperas da Olimpíada, atingirá cerca de R$ 20 milhões. Itens como braço robótico, que permite acesso a granadas a quase três metros; roupas antifragmentação, além de um robô antiexplosivo movido por controle remoto serão renovados.

Outros equipamentos encomendados serão novidades. Dentre eles, destacam-se um detector de explosivos e um bloqueador de frequência, que impedem o acionamento de bombas a longa distância, como explicou o comissário João Valdemar, chefe do esquadrão antibombas do Rio.

— Esse detector indica se há explosivos em um ambiente. É um farejador. Ele aponta onde tem a bomba e qual o tipo. O bloqueador é outro aparelho importante. Ele corta as ondas, interfere a frequência e não permite que uma bomba seja ativada com controle remoto.

Valdemar frisou a importância de o material chegar ao Rio o quanto antes. Segundo ele, os agentes precisarão se familiarizar com os novos equipamentos.

— É necessário que haja esse investimento. Precisamos de toda a tecnologia para evitar possíveis problemas. Mas para isso, claro, temos que receber pelo menos uns seis, sete meses antes da Copa. Assim, com instrutores de fora do país, nossos agentes terão tempo para serem orientados e treinarem o manuseio.

Atualmente, o esquadrão antibombas do Rio conta com 36 técnicos em desativação de explosivos. Valdemar espera que até a Copa do Mundo ao menos mais dez agentes sejam incorporados.

— Nós precisamos disso, precisamos de mais gente. Mas não é fácil. Primeiro, temos uma seleção e depois pinçamos alguns para o curso. Não é todo mundo que está disposto a esse risco. Além a formação desses técnicos leva de um ano a um ano e meio.

O processo de licitação ainda não foi encerrado. Segundo João Valdemar, a canadense Allen Vanguard corre como franca favorita.


 
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