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31 de Julho de 2014

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Ocupação da polícia no Complexo do Alemão completa 2 anos; conheça o antes e o depois

Conjunto de favelas, já considerado um dos mais perigosos do País, foi pacificado em 2010

Do R7, com Rede Record | 18/11/2012 às 21h44
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A ocupação policial do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, completa neste mês dois anos, com mudanças na vida dos moradores desta que já foi considerada uma das mais perigosas comunidades do País. O apresentador do Domingo Espetacular, Paulo Henrique Amorim, visitou a comunidade em 2007 e agora, cinco anos depois, retorna ao Alemão para ver o que mudou no cotidiano do conjunto de favelas, ocupado por forças de segurança em novembro de 2010. Paulo Henrique convidou o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame para acompanhá-lo. O jornalista também se encontrou com moradores do Alemão que havia entrevistado há pelo menos cinco anos.

Antes da pacificação, as forças de segurança precisavam de um veículo blindado para entrar no Alemão. Os serviços básicos só entravam com ordem do tráfico, e era necessária a autorização do "governador do lugar". No Alemão, viviam os chefes de tráfico da principal facção criminosa do Rio. E parecia que a polícia jamais entraria no complexo, mas forças de segurança colocaram os traficantes para correr, em novembro de 2010, em operação inédita.

Foi preciso reunir 2.700 policiais civis, militares e federais, além do Exército e da Marinha. Os criminosos fugiram. Beltrame diz que prefere a ocupação sem derramar sangue.

— Eu tenho que preservar a vida. Depois eu corro atrás e prendo essas pessoas. Após a ocupação policial, a gente exige as obras sociais, porque são elas que vão consolidar o projeto, não é a polícia.

Já foram inauguradas oito UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) na região e há muitos projetos sociais na comunidade. Um deles é o do vôlei para 144 crianças. Além do esporte, as crianças aprendem valores como disciplina, responsabilidade, superação e cooperação. Outro exemplo é o de uma praça, que antes era ponto de encontro dos traficantes, e se transformou em área com equipamentos públicos, como cinema, cursos de qualificação, de informática e uma mini-biblioteca.

Para os moradores, a principal mudança é o fim das trocas de tiro. A segurança melhorou o comércio e elevou o preço dos imóveis. Não há símbolo mais forte da pacificação do Alemão do que as 152 gôndolas do teleférico, que transportam em média 10 mil passageiros por dia que vão de um lado ao outro em 16 minutos.

Assista à reportagem


 
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