Grupo vai se organizar para cobrar ações do Estado, se necessário
Bruno Rousso, do R7 | 07/02/2012 às 16h37Criada para defender os interesses das pessoas que perderam vidas e anos de trabalho sob os escombros dos três prédios que desabaram no centro do Rio, no último dia 25 de janeiro, a Associação das Vítimas da Treze de Maio se reuniu pela segunda vez nesta terça-feira (7) para aprovar sua ata de constituição. A oficialização da entidade permitirá que os devidos passos sejam tomados nos próximos dias.
A tragédia deixou ao menos 17 mortos - cinco pessoas continuam desaparecidas.
Ao longo desta terça, o representante jurídico da associação, Paulo Ascenção, auxiliará na definição de qual estratégia será adotada. O mais provável, segundo ele, é que uma ação coletiva seja movida na Justiça. Além disso, o grupo irá estabelecer os órgãos acionados.
- Vamos definir a estratégia que vamos usar judicialmente e saber quem será acionado, se será a prefeitura, o governo do Estado, os responsáveis pelos condomínios.
O corpo diretor será estruturado da seguinte maneira: presidentes, dois vice-presidentes, diretor financeiro, diretor social e diretor de mobilização, que será responsável por organizar, se necessário, manifestações para cobrar ações do Estado. Os nomes para cada cargo serão divulgados até o fim do dia.
A tragédia
Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h do dia 25 de janeiro, na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Ao menos 17 corpos foram retirados dos escombros. Destes, apenas um ainda não foi identificado. Outros cinco estão desaparecidos.
Fotos revelam dimensão da catástrofe
Assista ao momento do desabamento
Pânico e correria no centro logo após desabamento
Veja a cobertura completa em vídeos
As causas da tragédia estão sendo investigadas. De acordo com avaliações preliminares de técnicos de vários órgãos, elas teriam ligação com problemas estruturais por causa de duas obras que eram realizadas no nono e no terceiro andar do prédio mais alto. A Polícia Civil ouve o depoimento de diversas testemunhas para a conclusão do inquérito.
A prefeitura informou que os três imóveis que desabaram estavam em situação regular e possuíam habite-se (ato administrativo que autoriza o início da utilização efetiva de construções ou edificações destinadas à habitação). O prédio de número 44 foi construído em 1940 e era constituído de 18 andares de salas comerciais, além de loja e sobreloja. Os imóveis de números 38 e 40 eram de 1938 e constituídos, respectivamente, por quatro andares de salas comerciais, e por dez pavimentos de salas comerciais, além de loja e sobreloja.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7