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27 de Maio de 2016

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Operário que teve crânio perfurado por vergalhão deixa hospital após 15 dias

Eduardo Leite saiu do Miguel Couto caminhando e sem nenhum curativo na cabeça

Do R7 | 30/08/2012 às 11h42 | Atualizado em: 30/08/2012 às 15h35

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O operário Eduardo Leite, de 24 anos, que teve o crânio atravessado por um vergalhão de 2 m há 15 dias, deixou o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, às 11h30 desta quinta-feira (30). Com a cabeça livre de curativos e aparentando estar bem de saúde, o rapaz saiu caminhando do hospital sem falar com o "batalhão" de jornalistas que o aguardavam na recepção.

Apesar de mais cedo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde ter confirmado que Leite concederia uma entrevista coletiva na unidade, pouco antes de sair, ele teria desistido. O operário entrou em uma van, acompanhado de familiares, e antes de partir, apenas acenou para fotógrafos e cinegrafistas.

A mãe dele, Maria Leite da Silva, agradeceu a Deus por sua recuperação.

— Deus é grande. Até que enfim ele vai para casa. É uma sensação de angústia muito grande, quando soube pensei que não era nada grave, mas ele me surpreendeu com a recuperação.

Na terça-feira (28), o operário informou com exclusividade ao R7 que vai processar a empresa responsável pela obra onde ele trabalhava quando foi ferido. Na ocasião, ele disse que estar vivo é um milagre.

— O que tenho a fazer agora é correr atrás. Querendo ou não, vou ter que processar a empresa. Estou vivo por um milagre.

Leite foi transferido no último dia 21 para a enfermaria do Miguel Couto, depois de ficar alguns seis dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Ele trabalhava em uma obra na rua Muniz Barreto, número 111, em Botafogo, zona sul do Rio. Segundo a equipe médica que atendeu o operário, se ele fosse atingido mais 3 cm para a direita do crânio ficaria sem movimentos no corpo.

Empresa notificada

O Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro) notificou a empresa responsável pela obra no último dia 22. A direção tem até o próximo sábado (1º de setembro) para apresentar um técnico em segurança.

Ainda no dia 22, a engenheira responsável pela obra prestou depoimento de 45 minutos na Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea-RJ. Ela teve uma de suas atividades invalidada, por ter assumido a responsabilidade técnica tanto pela obra quanto pela segurança, o que é vedado pela Câmara Especializada de Segurança do Trabalho.

Durante o depoimento, a engenheira alegou que não estava na obra no momento do acidente e que havia uma empresa terceirizada encarregada da segurança.

Para o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, o acidente foi provocado por um erro de procedimento.

— Vamos convocar nas próximas semanas representantes da empresa terceirizada para averiguar se o programa de segurança foi cumprido de maneira errada ou se nem existia, caracterizando falha de execução ou planejamento. Mesmo que seja apurada a responsabilidade da terceirizada, a empresa responsável não ficará isenta de culpa.

Se identificada negligência por parte da engenheira ou de representantes da empresa terceirizada, a pena aplicada será de multa ou advertência.

Assista aos vídeos:


 
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