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27 de Maio de 2012

Notícias

Pais de alunos do massacre de Realengo
vão a Brasília em busca de ajuda

Famílias querem manter auxílio de R$ 700 da Prefeitura do Rio

Do R7 | 10/08/2011 às 16h31 | Atualizado em: 10/08/2011 às 17h41
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Familiares das vítimas do massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, participaram de uma audiência pública para reivindicar ajuda na Câmara, em Brasília, no Distrito Federal, na tarde desta quarta-feira (10).

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias, promovida pela deputada Liliam Sá (PR-RJ), decidiu reunir todas as demandas apresentadas pelas famílias para cobrar ações do Estado e da prefeitura. De acordo com a assessoria da Câmara, os pais acusaram o poder público de omissão na prestação de atendimento nas áreas de saúde, educação e moradia.

Algumas crianças, por exemplo, estariam correndo o risco de reprovação escolar pelo número de faltas. No entanto, os responsáveis garantem que os filhos ainda não têm condições de voltar às aulas.  Outro problema seria o acesso a exames médicos, cirurgias e fisioterapia.

Os deputados e os pais dos alunos debateram também a manutenção do benefício de R$ 700 mensais que a Prefeitura do Rio deu às famílias dos sobreviventes durante dois meses. Os pais explicaram que os filhos ainda precisam de cuidados.

A audiência da Comissão contou com a presença Adriana Machado, mãe da menina Luiza Paula, que faleceu na tragédia; e Andréia Tavares, mãe da menina Thayane, que está paraplégica.

Pais de alunos que ainda aguardam ajuda médica também participam do debate. São eles: Carla Ferreira, mãe do menino Carlos Matheus, baleado no braço e que ainda aguarda cirurgia; e Valdecir José Pereira, pai do menino Luan, que corre risco de ficar cego.

Em nota, a A Secretaria Municipal de Educação informou que uma equipe do Niap (Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas), formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, continua mantendo atendimento dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Além dos alunos, os parentes que procuram ajuda também são atendidos pela equipe. Esse atendimento será mantido na escola permanentemente. Quanto ao pagamento do auxílio, a Secretaria Municipal de Assistência Social informa que o pagamento foi efetuado durante dois meses, conforme o estabelecido, com cheques nominais às famílias das vítimas.

A SME ressaltou também que as aulas na unidade foram retomadas gradativamente em função do trauma vivido por professores, alunos e funcionários. A SME disse ainda que além do trabalho feito pelos professores e a direção da escola, as turmas têm sido acompanhada pela equipe do Niap, com encontros periódicos.

Com relação aos atendimentos médicos, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informou que está prestando assistência integral de saúde às vítimas e seus familiares com oferta de serviços como consultas, exames e procedimentos, além de medicamentos. Há uma última cirurgia que ainda precisa ser realizada em um dos pacientes, que é altamente especializada, e feita no Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia. Segundo a direção do instituto, o procedimento será realizado ainda este mês.

Entenda o caso

Por volta das 8h do dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra.

Armado com dois revólveres calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas.
Ao todo 12 crianças e adolescentes morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil.

Ao ser rendido por um sargento da Polícia Militar, cerca de dez minutos após o início do massacre, o homem se matou atirando contra a própria cabeça.


 
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