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24 de Abril de 2014

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Pais de menina baleada na cabeça prestam depoimento sobre demora no socorro

Adrielly esperou oito horas para ser operada porque médico faltou ao plantão

Do R7 | 26/12/2012 às 16h13 | Atualizado em: 26/12/2012 às 20h45
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Os pais da menina Adrielly dos Santos Vieira, de dez anos, baleada na cabeça na noite de segunda-feira (24), prestam depoimento na Delegacia do Méier (23ª DP) na tarde desta quarta-feira (26). A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar se houve uma possível omissão de socorro no atendimento do Hospital Municipal Salgado Filho,  no Méier, zona norte.

De acordo com o delegado Luiz Archimedes o acidente ocorreu durante a comemoração da chegada do dia de Natal.

— Segundo informações dos pais da menina, o que houve foi uma comemoração de Natal e na hora que foram efetuados os disparos, os moradores estavam soltando fogos. Infelizmente um tiro atingiu a cabeça da menina.

Archimedes informou ainda que os médicos que estava na unidade e escalados para trabalhar serão chamados para prestar depoimento.

— O que consta é que um médico deveria estar no hospital e não estava, o que gerou todo esse problema.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a menina ainda está em estado grave. Adrielly dos Santos Vieira teve que esperar oito horas por uma cirurgia depois de ser atingida por bala perdida na comunidade do Urubuzinho, Pilares, zona norte. Isso porque o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves faltou ao plantão. A família da garota não chegou a procurar a polícia para prestar queixa, mas a Polícia Civil decidiu fazer um registro na 23ª DP.

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) também investiga a demora no atendimento à menina. De acordo com o conselho, a Secretaria Municipal de Saúde já havia sido avisada sobre a insuficiência de médicos nas emergências do Rio.

Médico pode ser demitido

O médico poderá ser demitido, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. A demissão deve acontecer se a negligência for comprovada.

Adrielly foi operada em um procedimento que durou aproximadamente quatro horas, na tarde da última terça-feira (25). De acordo com a secretaria, havia 18 médicos neurocirurgiões escalados para o plantão de Natal nas quatro grandes emergências municipais da capital fluminense.

Segundo parentes, no momento em que a criança foi ferida, traficantes da comunidade e do morro do Urubu soltaram fogos e deram tiros para o alto, em comemoração pelo Natal.

Ainda segundo os familiares, Adrielly havia acabado de ganhar uma boneca de presente quando foi baleada e caiu. Os pais da menina só descobriram que ela havia sido baleada no hospital. Até chegar à unidade, eles pensavam que o ferimento havia sido provocado pela queda.

Assista ao vídeo:

 

 

 


 
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