Homem armado ameaçou aluna nas imediações da escola
Do R7, com Rede Record | 17/05/2011 às 07h18 | Atualizado em: 18/05/2011 às 08h38A notícia de que um homem armado havia invadido a Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, onde 12 alunos foram mortos em abril, provocou pânico entre os pais dos estudantes na manhã desta terça-feira (17).
Segundo a polícia, um homem de 34 anos que seria ex-namorado de uma estudante da escola ameaçou a jovem e o seu namorado com uma pistola após uma discussão nas imediações do colégio.
Ele foi detido por policiais militares na lan-house onde trabalha, que fica próximo à escola de Realengo. Levado para a Delegacia de Realengo (33ª DP), ele pagou fiança de R$ 1.000 e foi liberado por volta de 3h.
Ainda de acordo com a polícia, ele deve ser indiciado por ameaça com base na Lei Maria da Penha.
Assista ao vídeo:
Massacre deixou 12 alunos mortos
Por volta das 8h do dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).
Conheça as vítimas do ataque à escola Tasso da Silveira
Acompanhe a cobertura completa do caso
Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez dezenas de disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos.
Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.
Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.
Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados no dia 8 e uma foi cremada na manhã do dia 9.
Oliveira só foi enterrado na manhã do dia 22 porque nenhum parente compareceu ao IML para liberar o corpo no prazo de 15 dias. O cadáver foi catalogado como "não reclamado" e sepultado em uma cova rasa no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte, após autorização da Justiça.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7