R7 - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

27 de Maio de 2016

Notícias

Pais se aglomeram na Escola Tasso da Silveira após boato de nova invasão

Homem armado ameaçou aluna nas imediações da escola

Do R7, com Rede Record | 17/05/2011 às 07h18 | Atualizado em: 18/05/2011 às 08h38
Publicidade

A notícia de que um homem armado havia invadido a Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, onde 12 alunos foram mortos em abril, provocou pânico entre os pais dos estudantes na manhã desta terça-feira (17).

Segundo a polícia, um homem de 34 anos que seria ex-namorado de uma estudante da escola ameaçou a jovem e o seu namorado com uma pistola após uma discussão nas imediações do colégio.

Ele foi detido por policiais militares na lan-house onde trabalha, que fica próximo à escola de Realengo. Levado para a Delegacia de Realengo (33ª DP), ele pagou fiança de R$ 1.000 e foi liberado por volta de 3h.

Ainda de acordo com a polícia, ele deve ser indiciado por ameaça com base na Lei Maria da Penha.

Assista ao vídeo: 

Massacre deixou 12 alunos mortos

Por volta das 8h do dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Conheça as vítimas do ataque à escola Tasso da Silveira

Acompanhe a cobertura completa do caso

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez dezenas de disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados no dia 8 e uma foi cremada na manhã do dia 9.

Oliveira só foi enterrado na manhã do dia 22 porque nenhum parente compareceu ao IML para liberar o corpo no prazo de 15 dias. O cadáver foi catalogado como "não reclamado" e sepultado em uma cova rasa no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte, após autorização da Justiça.


 
Veja Relacionados:  escola, massacre, homem, armado
escola  massacre  homem  armado 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!
RSS