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1 de Novembro de 2014

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Para a polícia, vingança motivou ataque com ácido sofrido por empresária

"Quem fez isso não queria matar, mas sim marcar", disse o delegado Luciano Coelho

Marcelo Bastos, do R7 | 13/12/2012 às 02h00
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O delegado Luciano Coelho, titular da Delegacia de Saquarema (124ª DP), disse nesta quarta-feira (12) acreditar que o ataque com ácido sofrido pela empresária Andréa Montibeler, em Saquarema, na região dos Lagos, na última terça-feira (11), tenha sido motivado por vingança.

— Quem cometeu esse crime não queria matar a vítima, mas sim deixar uma marca, uma cicatriz. Certamente foi praticado por alguém que agiu com raiva, com ódio. Acreditamos que tenha sido uma vingança.

O delegado disse que vai ouvir nos próximos dias pessoas próximas à vítima, como o marido, familiares e até funcionários da academia que o casal tem em Itaúna. O objetivo é descobrir se Andréa tinha algum inimigo.

— Essas pessoas serão fundamentais para a polícia. Precisamos saber se havia alguém com quem ela tenha brigado, que tivesse motivo para querer vingança. Ela e o marido têm uma academia. Precisamos saber se há algum ex-funcionário que teve problemas com a vítima. Toda informação é importante para definirmos uma linha de investigação.

Segundo Luciano Coelho, algumas testemunhas já prestaram depoimento.

A polícia já tem uma pista dos responsáveis pelo ataque. Imagens de câmeras de um estabelecimento comercial próximo ao local do crime mostram dois homens em uma moto, passando atrás do carro da vítima.
 
— As imagens mostram uma moto com dois ocupantes passando logo atrás do carro da vítima, pouco antes do crime. As características batem com que a vítima contou às pessoas que a socorreram, que foram duas pessoas em uma moto e as duas de capacete.

Queimaduras em 25% do corpo

Andréa sofreu queimaduras profundas em aproximadamente 25% do corpo. Ela foi atingida no rosto, pescoço, tronco e braços. O boletim médico informa que a substância usada no crime é desconhecida.

Segundo o médico Marco Aurélio Pellon, cirurgião plástico e coordenador da Unidade de Queimados da Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio, o quadro de saúde de Andréa e estável, mas inspira cuidados.

Ela foi retirada do coma induzido e respira espontaneamente, sem ajuda de aparelhos. Ela foi transferida da UTI para a Unidade de Queimados. Não há previsão de alta.

O filho dela, de 6 anos, não precisou ser internado. Os médicos fizeram apenas curativos. Ele também foi atingido pelo ácido atirado contra a mãe, que o levava para a escola. Assim que saiu do carro com a criança ela foi atacada por dois homens que estavam em uma moto. Um deles atirou o ácido contra a vítima. Eles conseguiram fugir.

Assista ao vídeo:


 
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