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25 de Outubro de 2014

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Pastor evangélico chefia rede de agiotas em milícia da zona oeste, diz polícia

Operação Pandora Dois prendeu nesta quinta 10 suspeitos de integrar quadrilha

Do R7 | 06/12/2012 às 12h28

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A Draco-IE (da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais), que prendeu 10 pessoas na Operação Pandora Dois na manhã desta quinta-feira (6), continua à procura de um dos chefes do grupo, Dijanio Aires Diniz, conhecido como “Pastor”. Segundo a polícia, ele chefia uma rede de agiotas e usava uma igreja evangélica como escritório para empréstimos e cobranças. No local, de acordo com o delegado Alexande Capote, ele chegou a ameaçar violentamente um "cliente" que pegou dinheiro emprestado.

Investigações apontam que a agiotagem era uma das atividades mais rentáveis da quadrilha, que chegava a cobrar 30% de juros ao mês das vítimas, com ameaças violentas a quem atrasasse o pagamento. "Pastor" seria um dos mais atuantes agiotas do grupo. Na Igreja Pentecostal Deus é a Luz, em Campo Grande, os agentes apreenderam um cofre e equipamentos de informática. Ele chefiava o grupo com o ex-policial militar Carlos Henrique Garcia Ramos, muito conhecido pela truculência, que foi preso em flagrante, em maio deste ano, quando extorquia R$ 120 mil de uma vítima.

A violência imposta pela quadrilha pôde ser constatada em um episódio envolvendo o pastor Dijanio, como relata a denúncia da Promotoria, que apoiou a Draco na operação desta quinta e no ano passado: em junho de 2011, dentro da igreja,  Dijanio ameaçou violentamente um homem que pegou R$ 50 mil emprestados.

A vítima foi ao templo informar que atrasaria o pagamento apenas daquele mês, pois passava por dificuldades financeiras. Na época do empréstimo, em dezembro de 2010, o homem, ainda de acordo com informações da Draco, entregou a Dijanio 12 cheques no valor de R$ 5 mil  a serem descontados mensalmente, além de ter se comprometido a pagar outros R$ 2,5 mil em dinheiro todo mês, a título de juros. Em escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça, "Pastor" ameaça o homem: “Agora que você sabe de quem é o dinheiro, dá seu jeito. Henrique não perdoa”, ameaçou, referindo-se ao ex-PM Carlos Henrique.

De acordo com as investigações, o bando atuava em cinco bairros da zona oeste e cometia uma série de crimes como agiotagem, extorsões, ameaças, comércio ilegal de combustíveis, além da exploração de transporte alternativo, de máquinas caça-níqueis e cobrança irregular de “taxa de segurança”. Foram apreendidos um caminhão com combustível supostamente adulterado, cinco carros importados, três armas, munição de uso restrito, um disco rígido de computador (HD), cerca de R$ 5 mil e vários computadores e documentos. 

Além da formação de quadrilha para a prática de crimes hediondos, “Pastor” também responderá por extorsão.  O Gaeco também requereu ao Juízo da 42ª Vara Criminal mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais de todos os denunciados e também a quebra de sigilo bancário e bloqueio cautelar da conta corrente de “Pastor”.


 
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