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2 de Outubro de 2014

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Ao menos 30 crianças
estão desaparecidas em Teresópolis

Cidade tem lista com 206 nomes; 24 já foram achadas vivas ou mortas

Do R7 | 18/01/2011 às 19h58
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Ao menos 30 crianças entre zero e dez anos estão desaparecidas em Teresópolis, na região serrana fluminense, em razão das chuvas que devastaram a cidade na semana passada.

Os nomes constam em uma lista disponibilizada pelo site da prefeitura. A cidade já totaliza 285 mortos. A relação trazia inicialmente, os nomes de 206 desaparecidos, 20 dos quais localizados com vida. Outros quatro foram identificados entre os mortos. Muitos dos citados na lista estão com nomes incompletos ou sem a idade.

Entre as crianças citadas como desaparecidas, há três meninas e um menino de um ano, além de um bebê de apenas quatro meses.

Quem não souber o paradeiro de parentes que sumiram durante a tragédia pode informar seus nomes à Central de Cadastro de Desaparecidos, que está instalada na sede da Ouvidoria Municipal (praça Olímpica, Centro). A central funciona diariamente das 8h às 18h.

As pessoas que buscam por informações de familiares, amigos e vizinhos também podem ter acesso à central pelo telefone 0800 282 5074.

Ao menos 46 crianças morreram

De acordo com uma lista de mortos divulgada pela prefeitura (muitos sem identificação e sem idade especificada), ao menos 46 crianças entre zero e dez anos morreram na tragédia. Entre elas, duas garotas de sete meses e outra de quatro meses.

A administração municipal também disponibilizou uma lista com os nomes de 204 pessoas que se feriram durante o temporal. Destas, 24 foram transferidas para hospitais fora da cidade, como o de Saracuruna, em Duque de Caxias, Miguel Couto, na zona sul do Rio, e Andaraí, na zona norte da capital.

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro dia 11 deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja a galeria de fotos

Na sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com muitos feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes e localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.


 
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