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23 de Novembro de 2014

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Pelo segundo dia seguido, complexo do Lins é alvo de operação da PM

Um homem foi preso na ação; contra ele, havia um mandado expedido pela Justiça

Do R7, com Rede Record | 08/01/2013 às 11h46 | Atualizado em: 07/01/2013 às 12h51
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Pelo segundo dia seguido, a Polícia Militar faz operação contra o tráfico de drogas no complexo de favelas do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira (8), 25 PMs do Batalhão do Méier foram mobilizados para ação em que um homem já foi preso. Contra ele, havia uma mandado de prisão.

Na segunda-feira (7), oito homens foram presos e dois menores de idade foram apreendidos durante uma operação do Bpchq (Batalhão de Choque) e do BAC (Batalhão de Ações com Cães) que teve início na manhã desta segunda-feira (7) no complexo de favelas do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro.

Um dos adolescentes apreendidos seria responsável pelo disparo que matou Aline Cristina Ramos, que foi atingida por um tiro quando o táxi em que estava era revistado pela polícia no Lins.

Os policiais apreenderam duas pistolas 9mm, uma granada de bocal, 17 máquinas de caça níquel, 30 kg de maconha, 1.500 papelotes de cocaína, rádios transmissores, três motos e um carro.

O material apreendido foi encaminhado para as Delegacias do Engenho Novo (25ª DP) e de Todos os Santos (26ª DP).

Assista ao vídeo:



Balas perdidas

Em um intervalo de 10 dias, cinco pessoas foram atingidas por balas perdidas na zona norte do Rio, sendo que três morreram. Os casos, que segundo a Polícia Civil não têm ligação entre si, aconteceram em um raio de 7 km, na região conhecida como Grande Méier.

A reportagem do Domingo Espetacular conversou com especialistas em segurança pública para entender os motivos da onda de violência. De acordo com Vinícius Cavalcante, os crimes estão ligados à guerra entre traficantes.

— Você tem o aumento da quantidade de criminosos nessas áreas, que recebeu reforço de criminosos de outras áreas que foram pacificadas. Você tem a questão de que os criminosos  não têm escrúpulos na utilização da arma de fogo. Essas armas de fogo, que são armas clandestinas e algumas delas de grande capacidade, como  fuzis e submetralhadoras, são disparadas a esmo, são disparadas sem nenhum critério.

Há 40 comunidades no Grande Méier, a maioria dominada por traficantes. Cerca de 300 mil pessoas vivem na região e estão assustadas com os casos de violência.

Lenin Pires, professor de segurança pública da Universidade Federal Fluminense, fez coro à teoria de que a ocupação policial nas principais comunidades da zona sul provocou uma transferência de traficantes para a zona norte.

— Há uma reconfiguração territorial no mercado de drogas e de práticas ilícitas, que fazem com que haja uma disputa de territórios em diferentes regiões da cidade como, por exemplo, acontece na região norte e particularmente na região do grande Méier.

A primeira morte ocorreu no dia 21 de dezembro, quando Flávia Costa da Silva foi atingida em um ônibus, a caminho do trabalho. A bala perfurou a cabeça e, após três dias internada, a moça não resistiu. Já a pequena Adrielly, de 10 anos, foi baleada dentro de casa na véspera de Natal. O enterro ocorreu neste sábado (5).

A poucas quadras de onde Adrielly foi baleada, Aline Cristina Ramos foi alvejada nas costas, dentro de um taxi, e também morreu. Mais dois casos de bala perdida foram registrados no Réveillon.

No vídeo abaixo, relembre os casos e veja a entrevista com a jovem Jéssica, que sobreviveu após sofrer um disparo na cabeça.


 
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